Vida de Santo Onésimo, Mártir e Santa Veridiana (16 de fevereiro)
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Onésimo era escravo de Filemon, personagem importante de Colossos da Frígia, convertido por São Paulo. Quando fugia da justiça, depois de ter roubado seu amo, Onésimo entrou em contato com São Paulo, que se encontrava então prisioneiro em Roma. O Apostolo o converteu e batizou e o enviou à casa de Filemon com uma carta de recomendação. Ao que parece, Filemon perdoou e libertou seu escravo arrependido e mandou que se reunisse novamente com São Paulo. São Jerônimo e outros autores dizem que Onésimo e Tíquico, o portador da epístola aos colossenses, chegaram, sob a direção do Apostolo, a ser pregadores do Evangelho e bispos. Baronio e alguns outros confundem este Onésimo com aquele que foi bispo de Éfeso, pouco depois de São Timóteo, a quem Santo Inácio muito elogiou pela caridade que lhe havia demonstrado em sua passagem para Roma no ano 107.
O Martirológio Romano identifica Onésimo com dito bispo de Éfeso, consagrado por São Paulo (!) depois do episcopado de Timóteo, e afirma que o antigo escravo foi levado prisioneiro a Roma, onde morreu apedrejado, e que suas relíquias foram mais tarde trasladadas para Éfeso. As chamadas “Constituições Apostólicas”, documento apócrifo do fim do século IV (liv. VII, c. 46), dizem que Onésimo era bispo de Bereia, na Macedônia, e que seu antigo amo, Filemon, era bispo de Colossos. Tudo isso é tão pouco digno de fé quanto a fantástica lenda onde se afirma que Onésimo acompanhou à Espanha os mártires Xantipas e Polixena e que foi o autor das atas de seu martírio. O nome Onésimo era muito comum, especialmente entre os escravos, e existia uma tendência muito clara de identificar qualquer Onésimo que se distinguisse um pouco com o escravo convertido por São Paulo.
Tudo o que sabemos sobre Onésimo é o que diz a Epístola a Filémon e a hipotética referência de Col 1, 7-9.1

Viridiana (Verdiana ou Veridiana) nasceu em Castelfiorentino, na Toscana, de uma família nobre empobrecida. Aos doze anos, um parente abastado levou-a para servir de companhia à sua esposa, que a nomeou governanta. Já nessa época gozava de certa fama de santidade e, quando recebeu permissão para unir-se a uma peregrinação que partia para Santiago de Compostela, fizeram-na prometer primeiro que regressaria a Castelfiorentino. No seu retorno, os companheiros de viagem narraram tais coisas sobre sua santidade que o povo lhe pediu que permanecesse definitivamente entre eles. Ela consentiu com a condição de que lhe fosse permitido levar vida de reclusão e que lhe construíssem uma ermida. Esta foi erguida perto do rio Elsa, anexa a um pequeno oratório. Parece que tinha apenas doze metros quadrados de superfície e que seu mobiliário consistia apenas numa pequena pedra que lhe servia de assento. Nessa cela viveu durante 34 anos. A única comunicação que mantinha com o exterior era por uma pequena janela aberta no oratório de Santo Antônio. Sua única refeição diária consistia principalmente de pão e água e, ocasionalmente, de verduras. Dormia no chão nu, exceto no inverno, quando usava uma esteira. Tinha grande amor pelos pobres, a quem entregava tudo o que a caridade dos visitantes lhe oferecia. Sua única preocupação era atender os pobres e os aflitos.

Maravilhosos milagres foram atribuídos à beata Viridiana. Conta-se comumente que duas serpentes entraram em sua cela pela estreita janela e permaneceram com ela durante anos. A beata aceitava sua presença como um sacrifício e permitia que comessem de seu próprio prato. Contudo, a santa não revelou a ninguém a presença desses animais, pois não desejava que conhecessem seus sofrimentos. São Francisco de Assis visitou-a em 1221. Os dois santos conversaram sobre coisas celestiais e diz-se que ele a admitiu em sua Terceira Ordem. Advertida sobrenaturalmente de sua próxima morte, fechou sua janela [a] e foi ouvida recitando os salmos penitenciais. A tradição conta que sua morte foi anunciada de modo milagroso por um súbito repicar dos sinos de Castelfiorentino. A arte florentina representa a beata Viridiana com o hábito de uma monja de Vallombrosa e uma cesta com duas serpentes. Parece certo que teve alguma relação com a ordem de Vallombrosa, mas não com a Terceira Ordem Franciscana. Seu culto foi aprovado por Clemente VII em 1533.
O. Pogni, Vita di S. Verdiana (1939), publicou um texto latino escrito pouco depois de sua morte. Um escrito posterior, traduzido de uma versão italiana, encontra-se em Acta Sanctorum, fevereiro, vol. 1. O cônego Pogni publicou também o relato da beata e de sua igreja e hospital em Castelfiorentino (1932-34), escrito pelo cônego M. Cioni. Veja-se também Connelli, Vita di S. Verdiana (1613). Há uma referência em Léon Auréole Séraphique (tradução inglesa), vol. 1.2
Referências:
1. Butler, Alban. Vida dos Santos, vol. 1, p. 352.
2. Ibid. pp. 353-354.
Notas:


























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