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Os Mártires da China I e a Vida de São Silvino (17 de fevereiro)

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Estátua de São Silvino, na Igreja de São Romão de Mazerolles
Estátua de São Silvino, na Igreja de São Romão de Mazerolles

Nada sabemos com certeza sobre a família de São Silvino, que passou a primeira parte de sua vida nas cortes dos reis Quilperico II e Thierry II. Estava prestes a casar-se quando se sentiu chamado a abandonar o mundo e, para seguir a Cristo, retirou-se da corte para uma vida exemplar de castidade e pobreza. Recebeu a ordenação sacerdotal em Roma e mais tarde foi consagrado bispo. Alguns documentos afirmam que sua diocese era Toulouse, outros que era Thérouanne; mas, como seu nome não aparece nos registros de nenhuma das duas, o mais provável é que tenha sido bispo sem diocese fixa, encarregado da pregação entre os pagãos. Silvino trabalhou zelosamente no norte da França, sobretudo em Thérouanne, onde os pagãos eram numerosos e os cristãos o eram apenas de nome e pouco melhores que os pagãos. A infatigável pregação do santo bispo, assim como seu exemplo, conquistaram muitas almas para Jesus Cristo.


Silvino empregou grande parte de sua fortuna pessoal em resgatar escravos dos bárbaros, e o restante gastou em obras de caridade e na construção de igrejas. Embora seu porte e suas maneiras fossem as de um cortesão, vestia-se pobremente e praticava grandes austeridades. Diz-se que recebia em sua casa cada peregrino como se fosse o próprio Jesus Cristo. O biógrafo de São Silvino conta que não comeu pão durante quarenta anos, alimentando-se de ervas e frutos, e que sua única riqueza era um cavalo no qual fazia suas viagens quando já estava demasiado fraco para caminhar. O grande desejo de Silvino era viver como eremita; mas a debilidade de sua constituição física o teria impedido, caso tivesse obtido dispensa de suas obrigações episcopais. Parece que morreu no mosteiro de Auchy-les-Moines, perto de Arras, pois ali foi sepultado. Seus contemporâneos o tinham em grande estima, não só por sua caridade e santidade, mas também por seu dom de curar os enfermos.


Existe uma vida latina de São Silvino, escrita pelo bispo Antenor, que deve ter sido seu contemporâneo; porém o texto sofreu muitos retoques posteriores. O texto encontra-se em Acta Sanctorum, fevereiro, vol. II, e em Mabillon. Duchesne (Fastes Episcopaux, vol. II, p. 134) opina que São Silvino era provavelmente escocês e observa que, pelos escritos de Folcuíno, conclui-se que o santo ainda vivia na época da batalha de Vincy (717).1




Leia também a parte 2 e 3 do artigo "Os Mártires da China":



Beato Francisco de Régis Clet
Beato Francisco de Régis Clet

Parece que o cristianismo foi pregado pela primeira vez na China, no século VII, sob a forma da heresia nestoriana. A primeira missão católica do Ocidente foi estabelecida em 1294 em Khanbalik (Pequim). O fundador foi um frade franciscano de Monte Corvino. As primeiras missões permanentes foram as dos jesuítas, estabelecidas durante os séculos XVI e XVII. Em 1631 chegaram os dominicanos e, dois anos mais tarde, os franciscanos. Em 1680 apresentaram-se os frades de Santo Agostinho e, em 1683, os padres das Missões Estrangeiras de Paris, que estabeleceram uma fundação que sobreviveu a todas as perseguições e dificuldades.


Em 1900 e 1909 foram beatificados vários mártires das missões da China, entre os quais houve dois que morreram por Cristo no mês de fevereiro. A vida do Beato Francisco de Régis Clet foi de um heroísmo tão esplêndido e foi coroada por um martírio tão cruel, aos setenta e dois anos de idade, que é necessário dedicar-lhe algumas palavras.


O mártir nasceu em Grenoble em 1748 e, aos vinte e um anos, entrou na Congregação da Missão (Lazaristas). Após um curto período como professor de teologia em Annecy, o Pe. Clet foi mestre de noviços em Saint-Lazare de Paris, em 1788. Na turbulenta época da Revolução, era difícil enviar regularmente missionários ao Extremo Oriente. Em 1791 surgiu a oportunidade de conseguir passagem para dois missionários para a China; como um deles se encontrasse impossibilitado de partir, o Pe. Clet o substituiu de bom grado. Desembarcou em Macau e daí conseguiu introduzir-se no Império, depois de vencer muitas dificuldades. Seria longo descrever todos os obstáculos que o Pe. Clet teve de superar nos cerca de trinta anos que passou na China. Além da dificuldade do idioma, que nunca pôde dominar completamente, pois começara a aprendê-lo aos quarenta anos; o distrito que lhe coube despertava a suspeita do imperador, por ter-se mostrado desafeto à coroa e até rebelde. Os soldados faziam ali frequentes inspeções. Durante longos períodos, a vida do missionário foi como a que descreve a Epístola aos Hebreus: “andaram errantes, vestidos com peles de ovelhas e de cabras, necessitados, angustiados e aflitos”. Os poucos sacerdotes que havia na vasta província de Hu-Kuang morreram ou caíram nas mãos dos perseguidores.


Beato Francisco de Régis Clet durante seu julgamento, em 1820.
Beato Francisco de Régis Clet durante seu julgamento, em 1820.

O Pe. Clet viveu três anos absolutamente sozinho. As comunicações eram muito difíceis e muitas de suas cartas a seus superiores na Europa se perderam. A saúde do missionário ficou abalada por causa do clima e das terríveis privações. Os poucos cristãos do lugar o amavam muito e ele teve o consolo de presenciar repetidas vezes a extraordinária constância de seus filhos diante dos piores tormentos e brutalidades. Em 1818 começou um período de perseguição mais séria. Certa manhã produziu-se em Pequim um fenômeno estranho e inexplicável que escureceu durante algumas horas o céu luminoso e limpo. O imperador alarmou-se e, embora até então tivesse sido tolerante com os cristãos, deixou-se persuadir por alguns maus conselheiros de que as divindades locais estavam encolerizadas e era preciso suprimir as religiões estrangeiras. Publicou-se, pois, um decreto que afetava uma enorme região. O Pe. Clet conseguiu a princípio escapar dos perseguidores; mas, por fim, pela maldade de um pagão que queria vingar-se de um convertido e pela traição de um cristão que entregou o missionário por 1000 taéis, caiu nas mãos de seus inimigos. Teve de suportar flagelação, o encarceramento em um calabouço solitário, fome, sede e outras horríveis formas de tortura, particularmente cruéis tratando-se de um homem de sua idade. A firmeza de suas respostas provocava a cólera dos juízes, que muitas vezes ordenaram aos soldados que o esbofeteassem, até que finalmente o condenaram a ser estrangulado. Esse suplício não se praticava ali da forma ordinária, mas afrouxava-se a corda quando a vítima perdia os sentidos, até que os recobrasse novamente. Assim se fez duas vezes com o Pe. Clet, que exalou o último suspiro quando os verdugos apertaram a corda pela terceira vez. O lugar de seu martírio foi Wu-Chang-Fu, diante de Hankow, capital de Hupeh. Era 17 de fevereiro de 1820.


Beato Luís Gabriel Taurin Dufresse
Beato Luís Gabriel Taurin Dufresse

O Beato Luís Gabriel Taurin Dufresse, martirizado em 1815 e beatificado em 1900, foi um dos missionários mais eficazes da Sociedade das Missões Estrangeiras de Paris. Chegou à China aos vinte e seis anos, já ordenado sacerdote. Trabalhou sete anos na província de Szechuan. Em 1785 foi denunciado e teve de ocultar-se, conseguindo assim escapar durante alguns meses dos perseguidores; mas acabou por entregar-se voluntariamente às autoridades, por temor de que as investigações feitas para encontrá-lo pudessem levar à captura de algum outro missionário. Foi imediatamente enviado à prisão de Pequim e pouco depois libertado para ser deportado, com outros prisioneiros, para Manila, onde permaneceu quatro anos. Voltou a Szechuan acompanhando o vigário apostólico, Mons. de Saint-Martin. Em 1800 foi consagrado bispo titular de Tabraca como auxiliar do vigário apostólico e, no ano seguinte, sucedeu-lhe no cargo. A perseguição diminuiu por algum tempo, e Mons. Taurin Dufresse administrou zelosamente seu distrito. Como já havia quarenta mil convertidos e isso exigia uma reorganização completa da missão, reuniu-se um sínodo em 1803.


Em 1811 decretou-se novamente a perseguição contra os pregadores estrangeiros. Em Pequim encontravam-se apenas sete, três dos quais trabalhavam no observatório. (Os missionários haviam aproveitado a ocasião para introduzir-se mediante os conhecimentos europeus em matemática e astronomia). Logo a perseguição se estendeu às províncias e, em Szechuan, desencadeou-se com maior violência do que nunca. Em 28 de maio de 1815, Mons. Dufresse foi denunciado e levado prisioneiro para Chin-tai, capital da província.


Deve-se notar que os mandarins locais trataram sem brutalidades e até com certa consideração o venerável bispo, que tinha então sessenta e quatro anos. Devolveram-lhe seus livros e permitiram-lhe falar livremente em sua defesa, o que o bispo aproveitou para fazer uma vibrante apologia do cristianismo que comoveu todos os presentes. Submeteram-no a poucos interrogatórios num clima de serenidade, e os juízes escutaram cortesmente as respostas do bispo. Sem dúvida, o caráter e as obras do beato os predispunham a seu favor. Em 14 de setembro compareceu diante do governador, que o condenou a morrer decapitado. Segundo a lei, o imperador devia confirmar a sentença, mas o governador ignorou a ordenança e mandou que se procedesse imediatamente à execução para escarmento dos cristãos. No entanto, a conduta e as palavras do Beato Luís Gabriel produziram entre estes um efeito contrário ao desejado: quando o bispo os abençoou pela última vez, todos os prisioneiros cristãos afirmaram sua resolução de morrer por Jesus Cristo, como de fato muitos o fizeram. Executada a sentença, a cabeça do mártir foi cravada numa lança e exposta ao escárnio público, junto com seu corpo, como aviso aos cristãos; mas estes montaram corajosamente uma guarda constante junto aos restos do mártir durante oito dias e lhes deram sepultura assim que o governador o permitiu.


O Martírio do Beato João Lantrua
O Martírio do Beato João Lantrua (colorido)

Exceto para os especialistas, o mapa da China é muito complicado e resulta difícil para o leitor comum localizar exatamente a cidade de Chang Sha, na província de Hunán, onde uma autoridade situa o martírio do Beato João Lantrua. Há outros autores que situam o martírio em Tchang Cha, capital de Hou Nan e, o suplemento franciscano do Martirológio afirma que morreu enforcado em Chang-sai. Em todo caso, parece que o verdadeiro nome do lugar do martírio é Chang Sha, cidade de cerca de 500.000 habitantes, no centro da China, ao sul do grande lago Tungting (Hunán, nome da província cuja capital é Chang-Sha, significa “ao sul do lago”). Ali morreu o Pe. Lantrua, após um martírio relativamente misericordioso em comparação com outros, depois de uma vida de trabalhos e sofrimentos.


João Lantrua nascera em 1760, em Triora, na Ligúria; aos dezessete anos entrou na ordem de São Francisco; em 1784 ensinou teologia em Corneto; no ano seguinte foi nomeado guardião na cidade de Velletri. Depois de alguns anos de intenso trabalho, obteve de seus superiores permissão para consagrar o resto de sua vida às missões estrangeiras. Em 1798 partiu da Itália e passou um ano em Lisboa esperando passagem para Macau. Dali passou ao interior da China, enfrentando grandes perigos e dificuldades, pois a perseguição estava em pleno furor. O missionário reconfortou os cristãos de fé vacilante e colheu muitas conversões. Nas províncias de Hupeh e Hunán teve de trabalhar quase sozinho. Por fim foi denunciado às autoridades, que o prenderam, queimaram sua capela e confiscaram todos os seus bens. O missionário respondeu às perguntas dos juízes com a audácia e resolução dos antigos mártires. As autoridades o remeteram a um tribunal de mais alta jurisdição, obrigando-o a fazer uma longa e penosa viagem, durante a qual o beato conseguiu que seus companheiros de prisão fossem transportados em liteira. Transferido para a prisão de Chang-sah, passou ali seis meses nas condições mais intoleráveis que se possam imaginar, com correntes no pescoço, nas mãos e nos pés. Os verdugos o arrastaram à força sobre um crucifixo para que os cristãos cressem que ele o havia profanado, mas o beato protestou aos gritos, clamando que sua ação não fora voluntária. Os juízes não tiveram outro remédio senão condená-lo à morte. Antes da execução, o beato orou fervorosamente em público, deu todo o dinheiro que tinha aos verdugos para que não o desnudassem e morreu estrangulado. Seu corpo foi exposto de modo infamante. O martírio ocorreu em 7 de fevereiro de 1816.


Beato Augusto Chapdelaine (colorido)
Beato Augusto Chapdelaine (colorido)

Entre os últimos mártires figura o Beato Augusto Chapdelaine, executado em 27 de fevereiro de 1856. Nasceu em 1814, perto de Coutances (França). Seus pais, que tiveram nove filhos, trabalhavam em família uma pequena propriedade agrícola. Augusto distinguiu-se desde jovem por sua piedade e generosidade. Nos trabalhos do campo trabalhava por quatro (“il faisait de la besogne pour quatre”). A morte levou dois de seus irmãos. Isso reduziu os braços no trabalho e, por fim, a família viu-se obrigada a parcelar a propriedade. Assim Augusto pôde satisfazer seu desejo de abraçar o sacerdócio. Em 1844 foi nomeado pároco e seu zelo operou maravilhas entre seus fiéis. Em 1851 sentiu-se chamado às missões estrangeiras e, após um curto período de preparação na casa das Missões Estrangeiras de Paris, partiu rumo à China. Depois de mil perigosas aventuras, chegou ao lugar para onde seus superiores o haviam enviado. Em dezembro de 1854 foi denunciado ao mandarim da região por um parente zeloso de um convertido. Foi preso e passou na prisão alguns dias de ansiedade, mas o mandarim mostrou-se bondoso e não lhe fez mal algum. O Pe. Chapdelaine voltou com maior ímpeto ao trabalho apostólico e conseguiu muitas conversões, apesar de seu conhecimento imperfeito da língua.


Mas algum tempo depois um novo mandarim substituiu o primeiro. O Pe. Chapdelaine foi denunciado pela segunda vez e feito prisioneiro, com alguns de seus cristãos. Suas valentes respostas provocaram a cólera dos juízes, que o condenaram a ser espancado. O mártir ficou meio surdo em consequência do castigo, mas não deixou escapar uma queixa nem uma protesto e, um ou dois dias depois, restabeleceu-se milagrosamente. Julgando o mandarim que sua cura se devia à magia, mandou que banhassem o beato com sangue de um cão para anular o feitiço. Na segunda vez que o Pe. Chapdelaine compareceu diante dos juízes, foi condenado a receber trezentos golpes no rosto com uma espécie de pesada sola de couro; no suplício perdeu vários dentes e sofreu fratura da mandíbula. Por fim, os juízes deram a entender que o libertariam por 1.000 taéis ou mesmo por 300, mas os cristãos não puderam reunir essa soma. Assim, os juízes o condenaram a morrer lentamente numa jaula. Os verdugos decapitaram o mártir depois da morte, e conta-se que de seu pescoço brotaram três jorros de sangue, o que convenceu todos os presentes de que havia nele algo extraordinário.


O Martírio do Beato Augusto Chapdelaine
O Martírio do Beato Augusto Chapdelaine

Entre os outros mártires, beatificados em 1900 e 1909, contam-se os leigos Pedro Lieu, que foi estrangulado por ter ido encorajar seus filhos na prisão (1834), Paulo Lieu (1818) e João Batista Lo (1861), o catequista Jerônimo Lu (1858) e o seminarista José Shang (1861).


João Pedro Néel, sacerdote francês, foi decapitado em 1862 juntamente com Martinho, seu catequista chinês.


Inês Sao Kuy morreu martirizada em Kwangshi (1856) e a professora Ágata Lin foi decapitada em Maokén em 1858.


Outros mártires da China foram os beatos Francisco de Capillas (ver 15 de fevereiro), Pedro Sanz e seus companheiros (ver 26 de maio), Gregório Grassi e seus companheiros (ver 9 de julho) e João Perboyre (ver 11 de setembro).

[A vida dos outros beatos acima mencionados será postado em breve].


Uma ilustração de 1858 do jornal francês Le Monde Illustré, da tortura e execução de um missionário francês (Beato Augusto Chapdelaine) na China por corte lento (lingchi).
Uma ilustração de 1858 do jornal francês Le Monde Illustré, da tortura e execução de um missionário francês (Beato Augusto Chapdelaine) na China por corte lento (lingchi).

Uma excelente biografia do Pe. Clet é a obra anônima Le disciple de Jésus, publicada pela primeira vez em 1853. Ver igualmente as biografias escritas por G. Guitton (1942) e A. S. Foley (1941). A biografia francesa de João Triora, escrita por A. du Lys, foi traduzida para o alemão. Cf. os estudos de A. Launay sobre as missões da China, como por exemplo, Les 52 serviteurs de Dieu, vol. II, pp. 287-304, e Salle des martyrs du Séminaire des Missions; H. Leclercq, Les martyrs, vol. X; H. Walter, Leben, Wirken und Leiden der 77 sel. Martyrer von Annam und China (1903); B. Wolferstan, The Catholic Church in China (c. 1910); e Kempf, Holiness of the Church in the Nineteenth Century (1916), pp. 304-306. Sobre a história dos primeiros anos da Igreja na China ver Moule, Christians in China before the year 1550 (1930), obra de valor inestimável.2



Referências:


1. Butler, Alban. Vida dos Santos, vol. 1, pp. 21-30.

2. Ibid. pp. 362-366.



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