top of page

Vida de São Walfrido e Santos Faustino e Jovita, Mártires (15 fevereiro)

  • há 4 dias
  • 4 min de leitura




Santos Faustino e Jovita com a Virgem Maria e o Menino Jesus, por Vincenzo Foppa
Santos Faustino e Jovita com a Virgem Maria e o Menino Jesus, por Vincenzo Foppa

Faustino e Jovita, que eram irmãos, haviam nascido em Brescia, de nobre linhagem. As “atas” destes mártires são de autoridade duvidosa, de modo que a única coisa certa são seus nomes e o fato do seu martírio. Segundo a tradição de Brescia, ambos os santos pregaram valentemente o cristianismo, enquanto o bispo da cidade havia se escondido por temor. Seu zelo excitou a fúria dos pagãos. Um poderoso senhor pagão, chamado Juliano, os prendeu. Os mártires foram torturados e enviados a Milão, Roma e Nápoles, de onde finalmente voltaram a Brescia. Citaremos um fato para ilustrar o caráter extravagante dessas novelas hagiográficas: conta-se que, durante a viagem de Roma a Nápoles, os santos batizaram 191.128 pessoas; 42.118 em Lubras, 22.600 na Ponte Mílvia, 73.200 em Roma e 53.210 em Nápoles. Visto que nem as torturas nem as ameaças conseguiram dobrar sua constância, o imperador Adriano, que se encontrava de passagem por Brescia, ordenou que fossem decapitados. A cidade de Brescia os venera como seus principais padroeiros e afirma possuir suas relíquias.


O Martirológio Romano comemora em 18 de abril São Calocero, que desempenha um importante papel na lenda dos Santos Faustino e Jovita. Com efeito, segundo a tradição, Calocero havia nascido em Brescia e, na qualidade de oficial da corte, presenciou o suplício dos mártires, acompanhando o imperador Adriano. A constância desses dois confessores da fé e o fato prodigioso de que as feras do circo não os tocassem converteram Calocero, que foi batizado pelo bispo Apolônio, junto com outros 12.000 cidadãos. Calocero esteve preso e foi torturado em várias cidades da Itália, particularmente em Asti, onde instruiu São Segundo, quando este foi visitá-lo na prisão. Finalmente foi trasladado para Albenga da Ligúria e decapitado à beira-mar.


São Apolônio abençoa os Santos Faustino e Jovita, por Giacomo Ceruti
São Apolônio abençoa os Santos Faustino e Jovita, por Giacomo Ceruti

Como observou F. Lanzoni em seu ensaio sobre Le origini delle diocesi antiche d'Italia (1923), pp. 532-533, os dois escritores mais antigos de Brescia, Filástrio e Gaudêncio, não falam dos padroeiros locais, embora pelo menos Gaudêncio fosse um grande pregador e professasse grande devoção a toda espécie de relíquias. O Hieronymianum mencionava os nomes dos mártires, mas situava seu martírio não em Brescia, e sim na Inglaterra; CMH., p. 99. Contudo, São Gregório menciona em seus Diálogos um santuário de São Faustino em Brescia e, na lista episcopal dessa cidade, o sexto bispo leva o nome de Faustino. Tudo isso parece demonstrar que o culto do mártir é muito antigo. A vida de São Calocero, como a de São Inocêncio de Tortona, é um simples acréscimo à lenda de Faustino e Jovita. O P. Savio sustenta que o suposto mártir de Albenga se identifica com São Calocero, bispo de Ravena, cujos restos foram trasladados para Albenga no século VIII. Como observa CMH., p. 197, o Hieronymianum não pode referir-se a esse Calocero de Brescia, que ocupa lugar importante nas atas de São Segundo de Asti.1




Artista toscano, Walfredo della Gherardesca renuncia às armas para tornar-se religioso, ano de 1909, doado por Giuseppe della Gherardesca.
Artista toscano, São Walfredo della Gherardesca renuncia às armas para tornar-se religioso (1909), doado por Giuseppe della Gherardesca.

Walfrido ou Galfrido della Gherardesca nasceu em Pisa, onde chegou a ser um próspero e estimado cidadão. Casou-se com uma jovem por quem estava profundamente enamorado e teve cinco filhos e, pelo menos, uma filha. Depois de muitos anos de matrimônio, Walfrido tinha dois amigos — um era seu parente e se chamava Gundualdo, o outro era um corso chamado Fortis — que viviam como ele no mundo, mas também se sentiam inclinados à vida religiosa. Juntos discutiram sobre o futuro e um sonho os levou a escolher Monteverde, entre Volterra e Piombino, para fundar um novo mosteiro. Determinaram seguir a regra beneditina de Monte Cassino. Além de sua própria abadia de Palazzuolo, construíram também, a vinte e cinco quilômetros, um convento para mulheres, onde suas respectivas esposas e Ratruda, a filha de Walfrido, tomaram o véu.


A nova fundação atraiu muitos noviços. Em pouco tempo, já se contavam sessenta monges, incluindo Gimfrido, o filho predileto de Walfrido, e André, o único filho de Gundualdo que, com o tempo, chegaria a ser o terceiro abade do mosteiro e escreveria a vida de São Walfrido. Gimfrido já era sacerdote, mas, num momento de tentação, fugiu do convento, levando consigo homens, cavalos e documentos que pertenciam à comunidade. Walfrido, muito angustiado, enviou alguns homens para procurá-lo. No terceiro dia, orando com seus monges pelo arrependimento e retorno de seu filho, Walfrido pediu a Deus que enviasse ao jovem um sinal que durasse toda a sua vida e, no mesmo dia, Gimfrido foi feito prisioneiro e voltou arrependido ao mosteiro, mas com o dedo maior mutilado de tal modo que nunca mais pôde voltar a utilizá-lo. Walfrido governou prudentemente e sabiamente a abadia durante dez anos. Gimfrido sucedeu-lhe no governo e foi um excelente superior, apesar de sua antiga queda. O culto de São Walfrido foi confirmado em 1861.


Ver em Acta Sanctorum, fevereiro, vol. I, a vida escrita por André; cf. igualmente Mabillon, vol. III, pt. 2, pp. 178-184.2



Referências:


1. Butler, Alban. Vida dos Santos, vol. 1, pp. 342-343.

2. Ibid. pp. 343-344.



REZE O ROSÁRIO DIARIAMENTE!

Comentários


  • Instagram
  • Facebook
  • X
  • YouTube
linea-decorativa

“O ROSÁRIO
é a ARMA
para esses tempos.”

- Padre Pio

 

santa teresinha com rosas

“Enquanto a modéstia não
for colocada
em prática a sociedade vai continuar
a degradar,

a sociedade

fala o que é

pelasroupas

que veste.

- Papa Pio XII

linea-decorativa
jose-de-paez-sao-luis-gonzaga-d_edited.j

A castidade
faz o homem semelhante
aos anjos.

- São Gregório de Nissa

 

linea-decorativa
linea-decorativa
São Domingos

O sofrimento de Jesus na Cruz nos ensina a suportar com paciência
nossas cruzes,

e a meditação sobre Ele é o alimento da alma.

- Santo Afonso MARIA
de Ligório

bottom of page