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Vida de São Adriano de Canterbury e Santa Marciana, Mártir (9 de janeiro)





O Martírio de Santa Marciana. Manuscrito francês do século XV.
O Martírio de Santa Marciana. Manuscrito francês do século XV.

Marciana, originária de “Rusuccur” (atualmente Tigzirt), na Mauritânia, abandonou corajosamente todas as vantagens que o mundo oferece para encerrar-se numa cela em Cesareia e conservar intacta sua virgindade, sob o olhar de Deus.


No entanto, julgou ser seu dever declarar guerra à idolatria que então reinava na África. Um dia, ao atravessar a praça pública, não pôde suportar ver exposta uma estátua de Diana e quebrou-lhe a cabeça.


Foi presa, açoitada com varas e, depois, condenada a morrer no anfiteatro, dilacerada pelos dentes das feras. Enquanto aguardava esse último suplício, foi entregue aos gladiadores para que violassem sua castidade, mas Deus não permitiu tal infâmia.


Chegado o dia do suplício, Marciana foi exposta primeiro a um leão, que não lhe causou dano algum; depois, um touro lançou-se contra ela e cravou-lhe os chifres no peito, fazendo-a cair de bruços no chão, quase sem sentidos. Por fim, um leopardo a despedaçou, e nesse tormento ela expirou.


Santa Marciana, por Jacques Callot
Santa Marciana, por Jacques Callot

Os manuscritos das Atas não concordam quanto à data do martírio: 9 de janeiro, 9 ou 12 de julho. Barônio, em suas notas ao Martirológio Romano, considera que o dia 12 de julho marca uma trasladação de relíquias, e o 9 de janeiro, o aniversário do martírio. Em 12 de julho, o Martirológio menciona uma santa Marciana, virgem e mártir, em Toledo. Barônio pensa tratar-se de Santa Marciana da Mauritânia, venerada em Toledo. No breviário moçárabe encontra-se um belo hino em sua honra.


As Atas — cujo fundo é muito exato — embora alteradas em alguns pontos, encontram-se nos bolandistas no dia 9 de janeiro. Vies des Saints et Bienheureux selon l’ordre du calendrier avec l’historique des fêtes, pelos RR. PP. Baudot e Chaussin, O.S.B.1




São Adriano de Canterbury
São Adriano de Canterbury

São Adriano havia nascido na África. Era abade de Nérida, perto de Nápoles, quando o Papa São Vitaliano, após a morte de São Adeodato, arcebispo de Canterbury, o escolheu por sua ciência e virtude para instruir a nação inglesa, ainda jovem na fé. O humilde servo de Deus procurou declinar a escolha, recomendando São Teodoro para o cargo, mas mostrou-se disposto a compartilhar os trabalhos da missão. O Papa atendeu a seus pedidos e o nomeou assistente e conselheiro do novo bispo, o que São Adriano aceitou de bom grado.


São Teodoro nomeou-o abade do mosteiro de São Pedro e São Paulo de Canterbury, que mais tarde passaria a chamar-se Santo Agostinho, onde nosso santo ensinou o grego, o latim, a doutrina dos Padres e, sobretudo, a virtude. Sob Adriano e Teodoro, a influência da escola monástica de Canterbury estendeu-se enormemente. São Aldelmo veio a ela desde Wessex, Oftforo desde Whitby, e outros estudantes desde a Irlanda. Era uma escola de Direito Romano e de ciências eclesiásticas. Beda relata que os discípulos de São Adriano conheciam muito bem o grego e falavam o latim tão bem quanto o inglês. São Adriano iluminou o país com sua doutrina e com o exemplo de sua vida durante trinta e nove anos. Morreu em 9 de janeiro do ano 710.


Goscelino de Canterbury deixou-nos um relato muito interessante da descoberta dos restos de São Adriano, que se encontravam incorruptos e exalavam suave fragrância (ver Migne, PL, vol. CIV, col. 36-38). As escavações recentes confirmam esse relato: ver Archaeologia Cantiana (1917), vol. XXXIX, p. 18. O túmulo de São Adriano tornou-se famoso pelos milagres ali realizados, segundo Goscelino, citado por Guilherme de Malmesbury e por Capgrave. O nome do nosso santo figura nos calendários ingleses. Ver Acta Sanctorum, 9 de janeiro, que reproduz algumas passagens de Beda e de Capgrave; e BHL, n. 558.2



Referências:


1. Butler, Alban. Vida dos Santos, vol. 1, pp. 63-64.

2. Ibid. pp. 65-66.



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