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Festa da Circuncisão de Jesus, Oitava de Natal e a Vida de Santa Eufrosina e São Eugendo (1 de janeiro)





Circuncisão de Cristo, por Francesco da Castello
Circuncisão de Cristo, por Francesco da Castello

Na Lei Antiga, a circuncisão era um sacramento e constituía a primeira observância legal que Deus havia imposto ao povo escolhido entre todos como depositário de Sua revelação. Esse povo era formado pelos descendentes de Abraão, a quem Deus havia ordenado a circuncisão vários séculos antes de confiar a Moisés a Lei no Monte Sinai. A circuncisão tinha duas finalidades: em primeiro lugar, era um sinal que distinguia o povo escolhido do restante da humanidade; em segundo lugar, constituía o selo da aliança entre Deus e Abraão, pela qual Deus se comprometia a abençoar o Patriarca e a sua Posteridade, e esta, por sua vez, ficava obrigada, por um pacto sagrado, a ser o povo de Deus e a guardar estritamente suas leis. Assim, a circuncisão era um sacramento de iniciação no serviço divino, ao mesmo tempo que uma promessa de crer e agir de acordo com a revelação e com os desígnios de Deus.


A lei da circuncisão esteve em vigor até a morte de Jesus Cristo; por isso convinha que nosso Salvador, que havia nascido sob a Lei e que viera para nos ensinar a obediência a Deus, se submetesse a ela para cumprir toda justiça. Assim, Jesus foi “submetido à Lei” — isto é, foi circuncidado — para redimir aqueles que se encontravam sob o peso da Lei, libertando-os dessa escravidão, e para dar a liberdade àqueles que viviam na servidão. O batismo, que Cristo instituiu para substituir a circuncisão, nos torna filhos adotivos de Deus.


A circuncisão, por Parmigianino
A circuncisão, por Parmigianino

No dia em que foi circuncidado, Nosso Senhor recebeu o nome de Jesus, que significa Salvador, como havia ordenado o anjo antes que Maria concebesse. O Evangelho menciona a razão de ser desse nome: “Porque Ele salvará o seu povo do pecado”. Jesus haveria de nos redimir com os mais atrozes sofrimentos, humilhando-se, como diz São Paulo, não somente até a morte, mas até a morte de cruz. Por isso Deus O exaltou e Lhe deu um nome acima de todo nome, e ao nome de Jesus se dobra todo joelho. Com isso concorda o que Cristo disse de Si mesmo: “Foi-me dado todo o poder no céu e na terra”.


Do ponto de vista litúrgico, podemos distinguir quatro elementos na festa que a Igreja celebra no primeiro dia do ano. Trata-se, em primeiro lugar, da oitava do Natal; provavelmente como consequência disso, faz-se uma comemoração especial da Virgem Mãe, cuja eminente participação nesse mistério não podia ser celebrada dignamente na própria festividade. Em segundo lugar, os antigos missais e outros documentos conservam o vestígio do espírito de penitência com que se celebrava esse dia, ao que parece como uma manifestação de protesto contra os escândalos e excessos com que os pagãos começavam o ano. Em terceiro lugar, o Salvador foi circuncidado ao oitavo dia de seu nascimento; esse acontecimento exigia por si mesmo uma celebração.


No estado atual das pesquisas litúrgicas, a primeira menção que conhecemos dessa festividade encontra-se no Lecionário de Vítor de Capua. Esse documento, que testemunha os costumes do sul da Itália no ano 546, possui um intróito De circumcisione Domini e indica como leitura do dia a passagem de São Paulo aos Romanos (15, 4-14), na qual chama o Senhor de “Ministro da verdadeira circuncisão pela qual Deus confirma as promessas feitas a nossos pais”. Um pouco depois, no cânon 17 do Concílio de Tours (567 d.C.), diz-se que, desde o Natal até a Epifania, todos os dias eram festivos, exceto o tríduo (provavelmente de 1º a 3 de janeiro);


“durante o qual nossos pais, para erradicar o costume pagão, ordenaram que no 1º de janeiro houvesse uma celebração privada das ladainhas, o que não impediria o canto dos salmos nas igrejas, e que a Missa da Circuncisão fosse celebrada à hora oitava”.

A circuncisão de Cristo. Pintura a óleo, por Hendrik Goltzius.
A circuncisão de Cristo. Pintura a óleo, por Hendrik Goltzius.

Deve-se advertir que, além da referência à Missa da Circuncisão, a palavra litaniae, naquela época, estava relacionada com as práticas penitenciais. Um pouco mais tarde, no arquétipo do martirológio conhecido com o nome de Hieronymianum, que data aproximadamente do ano 600, encontramos novamente uma menção da Circuncisão, assim como em quase todos os calendários, martirológios, lecionários e outros livros do serviço litúrgico do século VII e seguintes. A liturgia romana atual não conserva nenhum vestígio dos esforços da Igreja primitiva para fazer com que os cristãos recentemente convertidos não participassem dos ritos e excessos pagãos do ano novo; no entanto, os chamados sacramentários “gelasianos”, mais ou menos modificados pelos usos que prevaleciam na Gália, na Alemanha e na Espanha, falam constantemente da segunda Missa desse dia ad prohibendum ab idolis, isto é, contra as práticas dos idólatras. Todas as orações dessa Missa repetiam o pedido de que aqueles que haviam recebido a graça da adoração perfeita na fé cristã tivessem a coragem de voltar decididamente as costas às suas antigas e detestáveis práticas pagãs. Cabe notar que, mesmo antes de a Igreja pensar em estabelecer uma festa litúrgica relacionada com o primeiro dia do ano, Santo Agostinho já exortava seus ouvintes, em um sermão pregado nessa data, a comportarem-se como cristãos em meio aos excessos cometidos pelos gentios nessa época.

Por conseguinte, é absolutamente certo que o desejo de proteger os membros mais frágeis da comunidade cristã contra a contaminação das celebrações do ano-novo foi um dos principais motivos que a Igreja teve para instituir a festa neste dia. As palavras de Santo Agostinho fazem-nos suspeitar que ele se dava perfeitamente conta de quão inútil seria impor um jejum geral, precisamente num dia que era de festa para o resto do mundo. A natureza humana ter-se-ia rebelado contra exigências superiores às suas forças. A única coisa prática que se podia fazer era aplicar os princípios de pastores tão sábios como São Gregório Taumaturgo e São Gregório Magno: quando os usos pagãos haviam penetrado demasiado profundamente nos costumes populares, a maneira de combater ou neutralizar os efeitos do mal consistia em estabelecer uma festividade cristã que substituísse a festividade pagã. Em conjunto, fica a impressão de que fora de Roma — na Gália, Germânia, Espanha e até em Milão e no sul da Itália — se levou a cabo um esforço para exaltar o mistério da Circuncisão, com a esperança de preencher a imaginação popular e fazer esquecer aos devassos as superstições pagãs. Contudo, na própria Roma não existem vestígios de referências à Circuncisão senão até uma época relativamente tardia.


Representação da Circuncisão de Jesus por Fra Angelico (c. 1450)
Representação da Circuncisão de Jesus por Fra Angelico (c. 1450)

A liturgia do dia em nosso missal atual, ao mesmo tempo em que reflete os sentimentos próprios da Natividade, como era de esperar na oitava dessa festa, refere-se de maneira muito marcada à Mãe de Deus, por exemplo, na coleta. Por que essa importante menção de Nossa Senhora no primeiro dia do ano? Como indicamos mais acima, talvez seja simplesmente o resultado de sua íntima relação com o mistério da Encarnação; mas há razões para crer que a liturgia desse dia é a da oitava do Natal, tal como se celebrava na antiga basílica romana de Santa Maria Antiga (cf. D. Bünner na bibliografia). Em todo caso, quer nessa igreja se celebrasse no primeiro dia do ano uma festa como antídoto às orgias pagãs, quer com algum outro fim, os esforços infelizmente só obtiveram um êxito parcial, pois os excessos escandalosos sobreviveram, até mesmo na chamada “Festa dos Loucos”. Os melhores homens da Igreja protestaram contra tais excessos durante toda a Idade Média, mas geralmente suas protestas resultaram inúteis.


Cf. Abade Cabrol, Les origines liturgiques (1906), pp. 203-210; também a Revue du clergé français, janeiro de 1906, pp. 262 ss., e DAC, s.v. Circoncision; F. Büniger, Geschichte der Neujahrsfeiern der Kirche (1909); D. Bünner, Une fête ancienne de la Circoncision, em La Vie et les Arts Liturgiques, janeiro de 1924; G. Morin em Anecdota Maredsolana, vol. 1, pp. 426-428. Ver também Mansi, Concilia, vol. IX, p. 796; Maassen, Concilia Merov., p. 126; Santo Agostinho, sermão 198 em Migne, PL, vol. XXXVII, c. 1025; e W. de Grüneisen, Ste. Marie Antique, pp. 94, 493. Há em nosso artigo uma referência ao Hieronymianum, ao qual teremos de nos referir frequentemente. Trata-se do Martirológio de Jerônimo, chamado assim por ter sido erroneamente atribuído a São Jerônimo. Essa obra foi imitada por todos os calendários de mártires e de santos. É uma compilação feita na Itália na segunda metade do século V; o manuscrito no qual se baseiam todas as cópias atualmente conhecidas é uma recensão feita na Gália, por volta do ano 600. O comentário do Pe. Delehaye sobre o Hieronymianum encontra-se em Acta Sanctorum, novembro, vol. II, pt. 2.1



Santa Eufrosina, da série Eremitas Femininas
Santa Eufrosina, da série Eremitas Femininas

Santa Eufrosina ou Eufrosine foi filha de Pafnúcio, rico e piedoso cidadão de Alexandria. Pafnúcio e sua esposa não tiveram descendência durante longo tempo; Eufrosina veio finalmente alegrar sua vida, graças às orações de um santo monge, à cuja intercessão se haviam encomendado. A menina era extraordinariamente bela e seus pais lhe deram esse nome para comemorar a alegria que seu nascimento lhes havia causado. A mãe morreu quando Eufrosina tinha onze anos. Seu pai dedicou-se a procurar-lhe marido e prometeu-a a um jovem muito rico. Eufrosina não parece ter posto nenhuma objeção a princípio; mas, após uma entrevista com o santo monge que havia rezado antes de seu nascimento, começou a sentir o chamado para uma vida mais elevada e o desapego das coisas deste mundo. Em sinal disso, Eufrosina desfez-se de suas joias e as deu aos pobres; cessou, além disso, de conviver com jovens de sua idade e frequentava unicamente mulheres idosas de piedade reconhecida; finalmente, diz-se que, para perder seu atrativo, deixou de lavar o rosto “nem sequer com água fria”. Tudo isso não pareceu impressionar muito seu pai, que, sem se preocupar com a filha, partiu para um retiro de três dias em honra do santo fundador de um mosteiro do qual ele era benfeitor. Assim que o pai se afastou, Eufrosina enviou uma criada de confiança para pedir uma entrevista ao santo monge. Quando Eufrosina confiou a este o chamado divino que sentia em sua alma, o monge respondeu com as palavras do Senhor: “Quem não é capaz de deixar seu pai, sua mãe, seus irmãos e todas as coisas pelo Reino dos Céus, não é meu discípulo”. Eufrosina manifestou ao monge que temia despertar a ira de seu pai e que ela era a única herdeira de sua fortuna, ao que o monge replicou que seu pai encontraria entre os pobres e os enfermos numerosos herdeiros. Vencida sua resistência, Eufrosina pediu ao monge que a admitisse na vida religiosa, coisa que este fez imediatamente.


Quando terminou a entrevista e Eufrosina começou a refletir, chegou à conclusão de que não poderia livrar-se da ira de seu pai em nenhum convento da região, porque ele certamente a descobriria e a levaria de volta para casa à força. Assim, Eufrosina disfarçou-se de homem e fugiu durante a noite, enquanto seu pai ainda se encontrava ausente. Sem o saber, Eufrosina bateu à porta do mosteiro que seu pai frequentava; o superior admirou-se da beleza juvenil do visitante. Eufrosina lhe disse que se chamava Esmaragdo e que havia feito parte da corte; que vinha fugindo das diversões do mundo e das intrigas cortesãs e que desejava consagrar sua vida à oração na paz do mosteiro. O abade ficou grandemente edificado e aceitou recebê-la no mosteiro, com a condição de que se submetesse à direção de um monge antigo, dada sua evidente falta de experiência na disciplina da vida religiosa. Eufrosina respondeu que não apenas estava disposta a aceitar a direção de um mestre de perfeição, mas de muitos. Ninguém jamais suspeitou que se tratava de uma mulher, e Eufrosina fez grandes progressos na virtude. Não lhe faltaram dificuldades e tentações, mas saiu triunfante delas. Como sua beleza e seu encanto se tornavam causa de distração para os outros monges, Eufrosina retirou-se para uma cela solitária, na qual só recebia aqueles que necessitavam de seus conselhos. Sua fama de santidade e sabedoria foi se estendendo cada vez mais e, ao cabo de algum tempo, seu pai, desesperado por tê-la perdido, pediu permissão para consultar o venerável asceta Esmaragdo. Eufrosina o reconheceu, mas ele não suspeitou que fosse ela, pois seu rosto estava quase totalmente coberto e as asperezas da vida religiosa o haviam transformado. Eufrosina lhe deu grande consolação espiritual, mas não lhe revelou sua identidade, senão muitos anos depois, quando já se encontrava no leito de morte. Ao morrer Eufrosina, seu pai retirou-se do mundo e viveu dez anos na cela que ela havia ocupado.


Santa Eufrosina agonizante revela-se a seu pai, miniatura do Menológio de Basílio II
Santa Eufrosina agonizante revela-se a seu pai, miniatura do Menológio de Basílio II

No livre de Butler, na versão 1965 diz que "os gregos chamam Santa Eufrosina de “nossa mãe” e a têm em grande honra. Contudo, não possuímos nenhuma narração autêntica de sua vida. O que chegou até nós, como “sua história”, é uma simples réplica da vida de Santa Pelágia, tal como aparece, para uso dos leitores ocidentais, nas “Vitae Patrum” e na “Legenda Áurea”. Ora, essa vida de Santa Pelágia é um conto criado pela imaginação popular que, com ligeiras variantes, passou a embelezar as histórias de Santa Marina, Santa Apolinária, Santa Teodora, etc."

Ver Delehaye, Les légendes hagiographiques (1927), pp. 189-192, e Quentin, Les martirologes historiques, pp. 165-166. Embora haja no Martirológio Romano uma comemoração de Eufrosina no primeiro de janeiro, e os Carmelitas sustentem que ela pertenceu à sua ordem e celebrem sua festa em 2 de janeiro, há razões muito sérias para duvidar da existência de Eufrosina. No seu caso não existe nenhum culto local que permita situar a origem da lenda. Os sinaxários gregos comemoram Santa Eufrosina em 25 de setembro; pelo contrário, na maioria dos martirológios latinos seu elogio aparece em 1º de janeiro. O Acta Sanctorum narra sua vida em 11 de fevereiro. A Analecta Bollandiana (vol. II, pp. 196-205) publicou uma biografia grega; em BHL (nn. 2722-2726) encontra-se o catálogo das versões latinas. O tom de todos esses documentos é claramente lendário. No entanto, parece que houve alguns casos autênticos de mulheres que, disfarçadas de homens, viveram em mosteiros masculinos sem serem descobertas durante algum tempo. Tal é o caso, do qual existem provas mais ou menos contemporâneas, de Hildegunda, que morreu na abadia cisterciense de Schönau, em 20 de abril de 1188; mas o problema de sua santidade é muito diferente.2




São Eugendo, gerado totalmente por IA
São Eugendo, gerado totalmente por IA

À morte dos santos irmãos Romano e Lupicino, fundadores da abadia de Condat, sob cuja direção havia sido educado desde os sete anos de idade, Eugendo foi nomeado coadjutor de Minausio, que lhes havia sucedido no cargo. Quando Minausio foi deposto, Eugendo passou a ocupar o posto de abade do famoso mosteiro. Sua vida foi muito austera e estava tão afastado das paixões, que parecia incapaz de experimentar a ira. Eugendo, que nunca ria e, no entanto, trazia a alegria refletida no rosto, era muito versado em grego, em latim, no conhecimento da Sagrada Escritura, e foi um grande promotor dos estudos em seu mosteiro; apesar disso, todos os rogos não conseguiram persuadi-lo a aceitar a ordenação sacerdotal. A biografia dos primeiros abades de Condat registra o fato de que, tendo-se incendiado o mosteiro que São Romano havia construído com troncos de árvores, Eugendo construiu um novo mosteiro de pedra, assim como uma elegante igreja consagrada aos santos Pedro, Paulo e André. Eugendo vivia em constante oração, e sua devoção não fez senão aumentar durante sua última enfermidade. Tendo convocado aquele de seus irmãos que ele havia designado para ungir os enfermos, Eugendo lhe pediu, segundo o costume da época, que lhe ungisse o peito, e entregou sua alma a Deus cinco dias mais tarde, por volta do ano 510, aos sessenta e um anos de idade. Dele tomou o nome de Saint-Oyend a famosa abadia de Condat, a sete léguas de Genebra; tal nome foi mudado para Saint-Claude no século XIII, em honra do bispo de Besançon, cuja festa se celebra no dia 6 de junho.


Ver a vida de São Eugendo, escrita por um de seus contemporâneos e discípulos, cuja edição crítica foi publicada por Bruno Krusch em MGH., Scriptores Merov., vol. III, pp. 154-166. Na introdução dessa edição crítica, assim como em um estudo sobre La falsification des vies des saints bourguignons (Mélanges Julien Havet, pp. 39-56), Krusch opina que tal biografia é uma falsificação de data muito posterior; porém Mons. L. Duchesne, em Mélanges d’archéologie et d’histoire (1898), vol. XXX, pp. 3-16, provou com êxito sua autenticidade e veracidade.3




Referências:


1. Butler, Alban. Vida dos Santos, vol. 1, pp. 1-3.

2. Ibid. pp. 4-6.

3. Ibid. p. 6.




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