Vida do Papa São Agapito I, Papa São Sotero e Papa São Caio (22 de abril)
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SANTOS SOTERO E CAIO, PAPA E MÁRTIRES (174 e 296 d.C.)

São Sotero sucedeu a São Aniceto na cátedra de São Pedro. Eusébio conservou-nos uma carta na qual São Dionísio, bispo de Corinto, agradece aos romanos; nela o santo faz referência à bondade paternal e à liberalidade do Papa, especialmente para com aqueles que haviam sofrido pela fé. São Dionísio diz que nas igrejas de Corinto se lia uma carta que São Sotero lhe havia escrito, juntamente com a carta do Papa São Clemente. Alguns autores sustentam que se trata aqui daquela que conhecemos como “segunda carta de São Clemente”. A Igreja venera São Sotero como mártir, mas não existe nenhum relato de seu martírio.

São Caio sucedeu a São Eutiquiano no trono pontifício, mas nada sabemos de sua vida. Segundo uma tradição posterior, era originário da Dalmácia e parente do imperador Diocleciano. A violência da perseguição obrigou-o a viver oito anos nas catacumbas.
Butler diz que “seus sofrimentos pela fé lhe mereceram o título de mártir”. Porém, ele foi decapitado.
O calendário filocaliano e o epitáfio de São Caio, descoberto na catacumba de São Calisto em estado fragmentário, fixam a data de sua sepultura em 22 de abril.
O pouco que sabemos sobre esses dois Papas encontra-se resumido em Acta Sanctorum, abril, vol. III, e no texto e nas notas da edição de Duchesne do Liber Pontificalis. Sobre São Caio ver De Rossi, Roma Sotterranea, vol. III, pp. 115, 120 e 263 ss.; G. Schneider, em Nuovo Bullettino di archeologia cristã, vol. XIII (1902), pp. 147-168; e Leclercq, em DAC, vol. II, cols. 1736-1740; e vol. VI, cols. 33-37.1

São Agapito era filho de um sacerdote romano, chamado Gordiano. Quando era diácono na igreja dos Santos João e Paulo, foi eleito Papa após a morte de João II, em 535. Já era muito idoso e não sobreviveu mais que onze meses. Passou quase todo o seu pontificado em uma viagem a Constantinopla, como intermediário do rei ostrogodo Teodato. Agapito teve de empenhar alguns vasos sagrados para pagar sua viagem e sua missão política fracassou. Mas teve coragem de enfrentar o imperador Justiniano, o Grande, e conseguiu retirar da sede de Constantinopla o patriarca monofisita Ántimo. Ele próprio consagrou o monge São Menas para sucedê-lo. Agapito morreu em Constantinopla; seu corpo foi trasladado para Roma. O dado mais importante que possuímos sobre a personalidade de São Agapito é o que nos fornece São Gregório I, que o chama de “trombeta do Evangelho e arauto da justiça”.
Antigamente o Martirológio Romano mencionava São Agapito em 20 de setembro; o Acta Sanctorum também o menciona nessa data (vol. VI). Ver o Liber Pontificalis e as notas de Duchesne; Grisar, Geschichte Roms und der Päpste (trad. ingl.), parágrafos 326, etc.; e DHG, vol. I, cols. 887-890.2
Referências:
1. Butler, Alban. Vida dos Santos, vol. 2, p. 137.
2. Ibid. p. 138.






















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