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Vida do Papa Santo Alexandre I, Santo Evêncio e São Teódulo e São Filipe de Zell (3 de maio)

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Papa Santo Alexandre I. Cromolitografia em L. Tripepi, Retratos e biografias dos papas romanos. de São Pedro a Leão XIII, Roma, Vaglimigli Davide, 1879.
Papa Santo Alexandre I. Cromolitografia em L. Tripepi, Retratos e biografias dos papas romanos. de São Pedro a Leão XIII, Roma, Vaglimigli Davide, 1879.

O segundo parágrafo do Martirológio Romano, neste dia, diz o seguinte:


“Em Roma, na Via Nomentana, o martírio dos santos Alexandre, Papa, Evêncio e Teódulo, sacerdotes. Alexandre, depois de ter suportado cadeias, prisão, o potro, os ganchos de aço e a tortura do fogo, sob o imperador Adriano e o juiz Aureliano, morreu traspassado em todos os membros por agudos punções. Evêncio e Teódulo, após uma longa prisão, sofreram a tortura do fogo e foram decapitados.


No Hieronymianum o nome de Evêncio aparece em primeiro lugar; e, numa inscrição fragmentária, descoberta em 1855, na Via Nomentana, onde se situa o martírio, devia haver outro nome antes do de Alexandre. Por outro lado, em nenhum desses dois monumentos históricos ele é chamado “episcopus”. Indubitavelmente havia três mártires sepultados nesse local, mas tudo o que sabemos deles são seus nomes. O Liber Pontificalis quase não fala do Papa Alexandre; atribui-lhe a introdução da cláusula “Qui pridie quam pateretur” no Cânon da Missa e o costume de guardar água benta nas casas. Sua sepultura se encontra na Via Nomentana.


As atas encontram-se em Acta Sanctorum, maio, vol. 1. Ver também Duchesne, Liber Pontificalis, vol. 1, p. XCI; Quentin, Les Martyrologes historiques, p. 58 e passim; Delehaye, CMH., pp. 227-228; e Marucchi, Il Cimitero e la Basilica di S. Alessandro alla via Nomentana (1922).1



Afresco do Santo Papa Alexandre I da Igreja de Santa Maria Antiqua no Fórum Romano, século VIII
Afresco do Santo Papa Alexandre I da Igreja de Santa Maria Antiqua no Fórum Romano, século VIII

A Enciclopédia Católica diz o seguinte a respeito do Santo Papa Alexandre I:

Santo Irineu de Lyon, escrevendo no último quarto do segundo século, considera-o como o quinto papa na sucessão a partir dos Apóstolos, embora nada diga sobre o seu martírio.

Seu pontificado é datado de diversas maneiras pelos críticos, por exemplo, 106–115 (Duchesne) ou 109–116 (Lightfoot). Na antiguidade cristã, atribuía-se a ele um pontificado de cerca de dez anos (Eusébio, História Eclesiástica IV, 1), e não há razão para duvidar de que estivesse no “catálogo dos bispos” elaborado em Roma por Hegésipo (Eusébio, IV, XXII, 3) antes da morte do Papa Eleutério (c. 189). Segundo uma tradição existente na Igreja Romana no fim do quinto século, registrada no Liber Pontificalis, ele sofreu o martírio por decapitação na Via Nomentana, em Roma, em 3 de maio.

A mesma tradição afirma que ele era romano de nascimento e que governou a Igreja durante o reinado de Trajano (98–117). Também lhe atribui, embora dificilmente com precisão, a inserção no cânon da Missa do “Qui Pridie”, ou palavras que recordam a instituição da Eucaristia, sendo estas certamente primitivas e originais na Missa. Diz-se ainda que introduziu o uso de abençoar água misturada com sal para a purificação das casas cristãs contra influências malignas (constituit aquam sparsionis cum sale benedici in habitaculis hominum). Duchesne (Lib. Pont., I, 127) chama a atenção para a permanência desse antigo costume romano por meio de uma bênção no Sacramentário Gelasiano, que recorda fortemente a atual oração do Asperges no início da Missa.


Papa Alexandre I, pintado na Galeria dos Papas, Capela Sistina (Roma, Itália)
Papa Alexandre I, pintado na Galeria dos Papas, Capela Sistina (Roma, Itália)

Em 1855, um cemitério semi-subterrâneo dos santos mártires São Alexandre, Evêntulo [ou Evêncio] e Teódulo foi descoberto perto de Roma, no local onde a tradição acima mencionada afirma que o Papa teria sido martirizado. Segundo alguns arqueólogos, esse Alexandre é idêntico ao Papa, e esse túmulo antigo e importante marcaria o verdadeiro lugar do seu martírio. Duchesne, porém (op. cit., I, XCI-II), nega a identidade entre o mártir e o Papa, embora admita que a confusão entre essas duas figuras seja antiga, provavelmente anterior ao início do século VI, quando o Liber Pontificalis foi compilado pela primeira vez [Dufourcq, Gesta Martyrum Romains (Paris, 1900), 210-211].


As dificuldades levantadas em tempos recentes por Richard Lipsius (Chronologie der römischen Bischofe, Kiel, 1869) e Adolph Harnack (Die Zeit des Ignatius u. die Chronologie der antiochenischen Bischofe, 1878) a respeito dos primeiros sucessores de São Pedro são amplamente discutidas e respondidas por F. S. (Cardeal Francesco Segna) em sua obra De successione priorum Romanorum Pontificum (Roma, 1897); com moderação e erudição pelo Bispo Lightfoot, em Apostolic Fathers: St. Clement (Londres, 1890), I, 201-345; e especialmente por Duchesne na introdução de sua edição do Liber Pontificalis (Paris, 1886), I, I-xlviii e lxviii-lxxiii. As cartas atribuídas a Alexandre I pelo Pseudo-Isidoro podem ser vistas em P.G., V, 1057 ss., e em Hinschius, Decretales Pseudo-Isidorianae (Leipzig, 1863), 94-105. Diz-se que seus restos foram trasladados para Freising, na Baviera, em 834 (Dümmler, Poetae Latini Aevi Carolini, Berlim, 1884, II, 120). As suas chamados “Atas” não são autênticas e foram compiladas em data muito posterior (Tillemont, Mem. II, 590 ss.; Dufourcq, op. cit., 210-211).”2



SÃO FILIPE DE ZELL (Século VIII)


São Filipe de Zell, pintura de teto na igreja de peregrinação de Zell. À direita, atrás dele, batizando, o sacerdote Horoskolf, seu companheiro e discípulo.
São Filipe de Zell, pintura de teto na igreja de peregrinação de Zell. À direita, atrás dele, batizando, o sacerdote Horoskolf, seu companheiro e discípulo.

No reinado de Pepino, pai de Carlos Magno, vivia no Palatinado do Reno, não longe da atual cidade de Worms, um eremita chamado Filipe, muito famoso por sua santidade e milagres. Era inglês [ou muito provavelmente alemão] de nascimento. Estabeleceu-se em Nahegau, depois de uma peregrinação a Roma, onde recebeu a ordenação sacerdotal. Um dos principais visitantes do santo eremita era o rei Pepino, que, segundo a lenda, costumava ir frequentemente conversar com ele sobre coisas espirituais. O biógrafo de Filipe, que escreveu um século após a morte do santo, afirma que suas conversas fizeram com que Pepino “começasse a temer e a amar a Deus e a colocar toda a sua confiança n’Ele”.


Como no caso de tantos outros eremitas, Filipe tinha um estranho domínio sobre os animais do bosque: os pássaros pousavam sobre seus ombros e comiam de suas mãos, as lebres corriam junto a ele e lambiam seus pés. Outro sacerdote, chamado Horscolfo, uniu-se a São Filipe para rezar em sua companhia e ajudá-lo a cultivar a terra. Uma noite, alguns ladrões roubaram os dois bois que os eremitas utilizavam para lavrar a terra. Os ladrões vagaram toda a noite pelo bosque, sem encontrar o caminho e, na manhã seguinte, encontraram-se novamente diante da ermida. Cheios de arrependimento, lançaram-se aos pés de São Filipe para pedir-lhe perdão. O servo de Deus os tranquilizou, tratou-os como hóspedes e lhes mostrou o caminho. Pouco a pouco, outros discípulos se uniram aos dois eremitas e construiu-se uma igreja.


Conta-se que, ao voltar de uma viagem, Horscolfo encontrou Filipe morto. Com lágrimas nos olhos, o discípulo rogou a seu mestre que lhe desse a bênção, pois não havia podido pedi-la antes de partir. O cadáver ergueu-se e disse: “Vai em paz e que Deus te ajude em tudo. Cuida deste lugar enquanto viveres. São e salvo partirás, são e salvo retornarás.” Depois de dar a bênção a Horscolfo, o cadáver recostou-se novamente no féretro. Horscolfo permaneceu ali até os cem anos e, nessa idade, foi reunir-se com seu mestre. Mais tarde, construiu-se naquele lugar um mosteiro e uma igreja. Ao longo dos séculos, a paróquia ali erigida tomou o nome de Zell, isto é, cela, em honra da ermida de São Filipe.


São Felipe de Zell, representação no Livro da Confraria de Zell (c. 1450)
São Fiipe de Zell, representação no Livro da Confraria de Zell (c. 1450)

O autor da vida de São Filipe (Acta Sanctorum, maio, vol. 1) é desconhecido; mas certamente não foi contemporâneo do santo, como afirmam alguns autores. O texto dessa biografia e outros documentos foram editados de forma mais crítica por A. Hofmeister no volume suplementar de Scriptores, vol. XXX, parte 2, pp. 796-805, Pertz, MGH. Na revista Der Katholik de Mainz (1877, 1896, 1898 e 1899) publicaram-se alguns dados interessantes sobre o culto de São Filipe.3



Referências:


1. Butler, Alban. Vida dos Santos, vol. 2, pp. 207-208.

2. Catholic Encyclopedia, “Pope St. Alexander I”. Disponível em: https://www.newadvent.org/cathen/01285c.htm 3. Butler, Alban. Vida dos Santos, vol. 2, pp. 209-210.



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