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Vida de São Pedro Canísio e Santa Zita (27 de abril)

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São Pedro Canísio rezando
São Pedro Canísio rezando

Tem-se chamado a São Pedro Canísio o segundo apóstolo da Alemanha, comparando-o com São Bonifácio, que foi o primeiro. Também é venerado como um dos criadores da imprensa católica. Além disso, foi o primeiro do numeroso exército de escritores jesuítas. Nasceu em 1521, em Nimega, na Holanda, que dependia então da arquidiocese alemã de Colônia. Era o filho mais velho de Jacó Kanis, que recebeu um título de nobreza por ter desempenhado o ofício de tutor dos filhos do duque de Lorena e foi nove vezes burgomestre de Nimega. Embora Pedro tenha tido a desgraça de perder a mãe quando ainda era pequeno, sua madrasta foi para ele uma segunda mãe. O jovem cresceu no temor de Deus. É certo que ele mesmo se acusa de ter perdido o tempo, na infância, em jogos inúteis; mas, dado que aos dezenove anos obteve o grau de Mestre em Artes, em Colônia, é difícil acreditar que tenha sido muito preguiçoso. Para agradar ao pai, que desejava dar-lhe uma carreira de advogado, Pedro estudou alguns meses direito canônico em Lovaina; mas, ao perceber que essa não era sua verdadeira vocação, rejeitou o matrimônio, fez voto de castidade e voltou a Colônia para ensinar teologia. A pregação do Beato Pedro Fabro havia despertado grande interesse nas cidades do Reno. Fabro era o primeiro discípulo de Santo Inácio. Sob sua direção, Canísio fez os Exercícios de Santo Inácio, em Mainz, e durante a segunda semana prometeu a Deus ingressar na Companhia de Jesus. Foi admitido no noviciado e passou vários anos em Colônia, dedicado à oração, ao estudo, à visita aos enfermos e à instrução dos ignorantes. O dinheiro que recebeu como herança, após a morte do pai, destinou em parte aos pobres e em parte à manutenção da comunidade. Canísio já havia começado a escrever. Sua primeira publicação foi a edição das obras de São Cirilo de Alexandria e São Leão Magno. Após sua ordenação sacerdotal, começou a distinguir-se na pregação. Assistiu a duas sessões do Concílio de Trento como delegado: uma em Trento e outra em Bolonha. Dali foi chamado por Santo Inácio a Roma, onde permaneceu cinco meses, nos quais deu provas de ser um religioso exemplar, disposto a ir a qualquer lugar e a exercer qualquer função. Foi enviado a Messina para ensinar na primeira escola dos jesuítas de que há memória, mas logo voltou a Roma para fazer sua profissão religiosa e assumir um cargo mais importante.


São Pedro Canísio, Doutor da Igreja
São Pedro Canísio, Doutor da Igreja

Recebeu ordem de retornar à Alemanha, pois havia sido escolhido para ir a Ingolstadt com outros dois jesuítas, já que o duque Guilherme da Baviera havia solicitado urgentemente professores capazes de combater as doutrinas heréticas que invadiam as escolas. Canísio não só teve êxito na reforma da universidade, da qual foi nomeado primeiro reitor e depois vice-chanceler, mas também conseguiu uma renovação religiosa por meio de seus sermões, de sua catequese e de sua campanha contra a venda de livros imorais. Grande foi o luto geral quando o santo partiu para Viena, em 1552, a pedido do rei Fernando, para empreender tarefa semelhante. A situação em Viena era pior que em Ingolstadt. Muitas paróquias careciam de assistência espiritual, e os jesuítas tinham de suprir as lacunas e ensinar no colégio recentemente fundado. Nos últimos vinte anos não houvera uma única ordenação sacerdotal; os mosteiros estavam abandonados; zombava-se dos religiosos; noventa por cento da população havia perdido a fé, e os poucos católicos restantes mal praticavam a religião. São Pedro Canísio começou pregando em igrejas quase vazias, em parte pelo desinteresse geral, ou porque seu alemão do Reno soava áspero aos ouvidos vienenses. Mas, pouco a pouco, conquistou o povo pela generosidade com que assistiu os enfermos e moribundos durante uma epidemia. A energia e o espírito de iniciativa do santo eram extraordinários; ocupava-se de tudo e de todos, tanto do ensino universitário quanto da visita aos presos mais abandonados. O rei, o núncio e o próprio Papa quiseram nomeá-lo arcebispo da sede vacante de Viena, mas Santo Inácio permitiu apenas que administrasse a diocese por um ano, sem título nem rendimentos. Por essa época, São Pedro começou a preparar seu famoso catecismo ou “Resumo da Doutrina Cristã”, que apareceu em 1555. A essa obra seguiram um “Catecismo Breve” e um “Catecismo Brevíssimo”, que alcançaram enorme popularidade. Essas obras foram para a Contrarreforma Católica o que os catecismos de Lutero haviam sido para a “Reforma Protestante”. Foram reimpressas mais de duzentas vezes e traduzidas em quinze idiomas (incluindo inglês, escocês de Braid, hindu e japonês) ainda em vida do autor. O santo não provocou, nessas nem em suas outras obras, hostilidade dos protestantes pelas verdades que defendia, pois nunca os atacou com violência.


São Pedro Canísio rezando o Rosário
São Pedro Canísio rezando o Rosário

Em Praga, para onde fora fundar um colégio, soube com grande pesar que havia sido nomeado provincial de uma nova província, que abrangia o sul da Alemanha, Áustria e Boêmia. Imediatamente escreveu a Santo Inácio “Careço absolutamente do tato, da prudência e da decisão necessárias para governar. Sou orgulhoso e precipitado por temperamento, e minha falta de experiência me torna totalmente inepto para o cargo de provincial.” Mas Santo Inácio sabia o que fazia. Nos dois anos que passou em Praga, Pedro Canísio reconduziu à fé grande parte da cidade, e o colégio que fundou era tão bom que até os protestantes enviavam seus filhos para lá. Em 1557, foi convidado a Worms para participar da discussão entre teólogos católicos e protestantes. Compareceu, embora estivesse convencido de que tais reuniões apenas ampliavam as divisões. É impossível, dado o pouco espaço, acompanhar o santo em suas numerosas viagens e múltiplas atividades. O P. Brodrick calcula que, entre 1555 e 1558, percorreu dez mil quilômetros a pé e a cavalo e, em trinta anos, cerca de trinta mil quilômetros. Para responder aos que o criticavam por trabalhar demais, dizia:


“Quem tem muito que fazer será capaz de fazer tudo com a ajuda de Deus.”

Gravura de São Pedro Canísio
Gravura de São Pedro Canísio

Além dos colégios que fundou ou inaugurou, promoveu a fundação de muitos outros. Em 1559, a pedido do rei Fernando, foi residir em Augsburgo durante seis anos. Ali reavivou mais uma vez a chama da fé, encorajando os fiéis, estendendo a mão aos caídos e convertendo muitos hereges. Além disso, convenceu as autoridades a reabrirem as escolas públicas, que haviam sido destruídas pelos protestantes. Ao mesmo tempo em que fazia tudo o possível para impedir a difusão de livros imorais e heréticos, promovia quanto podia os bons livros, pois compreendia, por intuição, a importância que a imprensa teria no futuro. Nessa época reuniu e editou uma seleção das cartas de São Jerônimo, o “Manual dos Católicos”, um martirológio e uma revisão do Breviário de Augsburgo. Na Alemanha ainda se reza, aos domingos, a oração geral composta pelo santo. Ao fim de seu provincialato, São Pedro residiu em Dillingen da Baviera, onde os jesuítas tinham um colégio e dirigiam a universidade. Ali também residia o cardeal Otão de Truchsess, que há muito tempo era íntimo amigo de São Pedro Canísio. O santo dedicou-se sobretudo ao ensino, a ouvir confissões e a escrever os primeiros livros de uma coleção iniciada por ordem de seus superiores. Essa obra tinha por objetivo responder a uma história do cristianismo, muito anticatólica, que havia sido recentemente publicada por escritores protestantes, conhecidos como “Centuriadores de Magdeburgo”. Alguém disse que se tratava de “a primeira e a pior das histórias da Igreja escritas pelos protestantes.” Canísio continuou seu trabalho enquanto exercia o cargo de capelão da corte em Innsbruck e só o interrompeu em 1577, por causa de sua saúde debilitada. Mesmo assim, permaneceu tão ativo como sempre, pois pregava, dava missões, acompanhava o provincial em suas visitas e ainda desempenhou, por algum tempo, o cargo de vice-provincial.


São Pedro Canísio e a Assunção de Maria na basílica de Nossa Senhora, em Friburgo (Suíça), vitral de Kirsch & Fleckner, Friburgo (Suíça), 1897.
São Pedro Canísio e a Assunção de Maria na basílica de Nossa Senhora, em Friburgo (Suíça), vitral de Kirsch & Fleckner, Friburgo (Suíça), 1897.

Em 1580 encontrava-se em Dillingen quando recebeu a ordem de ir para Friburgo, na Suíça. Essa cidade, situada entre duas regiões fortemente protestantes, desejava havia muito tempo a fundação de um colégio católico, mas, além de outros obstáculos, carecia de recursos suficientes para realizá-lo. Em poucos anos, São Pedro Canísio superou esses obstáculos, conseguiu os fundos, escolheu o local e supervisionou a construção do esplêndido colégio que hoje é a Universidade de Friburgo, embora nunca tenha sido seu reitor nem professor. Além do interesse com que acompanhava o progresso do colégio, sua principal atividade, durante os oito anos que passou em Friburgo, foi a pregação: aos domingos e dias festivos pregava na catedral e, durante a semana, visitava os povoados do cantão. Pode-se afirmar, sem receio de erro, que foi a São Pedro Canísio que Friburgo deve a conservação da fé em uma época tão crítica. A debilidade obrigou o santo a renunciar à pregação. Em 1591, um ataque de paralisia o levou às portas da morte, mas recuperou-se o suficiente para continuar escrevendo, com a ajuda de um secretário, até pouco antes de sua morte, ocorrida em 21 de dezembro de 1597.


São Pedro Canísio foi canonizado e declarado Doutor da Igreja em 1925. Uma das principais lições de sua vida é o espírito e o estilo de suas controvérsias religiosas. O próprio Santo Inácio havia insistido na necessidade de dar “exemplo de caridade e moderação cristãs na Alemanha”. São Pedro Canísio advertia que era um erro


“trazer à conversa temas que desagradam aos protestantes..., como a confissão, a satisfação, o purgatório, as indulgências, os votos monásticos e as peregrinações, pois, como alguns enfermos que têm o paladar corrompido, são incapazes de apreciar esses alimentos. Precisam de leite, como as crianças; somente pouco a pouco é possível levá-los a aceitar os dogmas nos quais divergimos.”


São Pedro Canísio mostrava-se firme com os que propagavam a heresia e, como a maioria de seus contemporâneos, estava disposto a usar a força para impedi-los. Contudo, sua atitude era muito diferente com aqueles que haviam nascido no luteranismo ou sido levados a ele. O santo passou toda a vida combatendo a heresia e procurando restaurar a fé e a vida católicas. No entanto, dizia, referindo-se aos alemães: “É certo que muitíssimos deles abraçam as novas seitas e erram na fé, mas sua conduta mostra que o fazem mais por ignorância do que por malícia. Erram, repito, mas sem intenção, sem desejo e sem obstinação.” Segundo São Pedro Canísio, não se deve tratar nem mesmo os hereges mais conscientes e perigosos “com aspereza e descortesia, pois isso não só é contrário ao espírito de Cristo, mas equivale a quebrar a cana já rachada e apagar o pavio que ainda fumega.”


Dada a ligação da vida de São Pedro Canísio com a história religiosa da Europa central, qualquer bibliografia é necessariamente incompleta. Ainda assim, deve-se mencionar a coleção de suas cartas, editada em oito volumes pelo P. O. Braunsberger, com notas muito abundantes e índices extremamente detalhados. Também há documentos muito importantes na obra de J. Metzler, Die Bekenntnisse des heiligen P. Canisius und sein Testament, e em muitos volumes de Monumenta Historica S.J. As biografias são numerosas, especialmente em alemão; destacam-se as de O. Braunsberger, J. Metzler e A. O. Pliilf, e, em francês, as de Michel, J. Genoud e E. Morland. A falta de interesse dos autores ingleses por São Pedro Canísio foi amplamente compensada pela excelente e definitiva obra do P. James Brodrick, St Peter Canisius (1935). A biografia de W. Reany, A Champion of the Church (1931), é de caráter mais popular.1




Santa Zita, por Arnould de Vuez (1644–1720)
Santa Zita, por Arnould de Vuez (1644–1720)

Os pais de Santa Zita, padroeira dos servidores domésticos, eram tão piedosos quanto pobres. Uma irmã sua entrou em um convento de religiosas cistercienses e seu tio, Graciano, era um eremita a quem o povo venerava como santo. A mãe de Zita não precisava dizer mais que: “Isto agrada a Deus” ou “Isto desagrada a Deus”, para que a menina obedecesse imediatamente. Aos doze anos, Zita entrou a servir em uma casa de Lucca, a cerca de quinze quilômetros de sua aldeia de Monte Sagrati, na casa de Pagano di Fatinelli, que tinha um negócio de fios e tecidos de seda e lã. Desde o princípio, Zita acostumou-se a levantar-se durante a noite para rezar e assistir à missa na igreja de São Frediano. Distribuía aos pobres o melhor de seus alimentos e geralmente dormia no chão, pois havia dado sua cama a um mendigo. Durante vários anos sofreu muito com os outros criados, que não suportavam sua piedade, consideravam sua dedicação como uma censura silenciosa e se irritavam com o desagrado com que ela ouvia suas palavras provocativas e grosseiras. A inveja dos companheiros despertou a desconfiança do senhor da casa contra Zita, que suportou tudo sem uma queixa. Zita defendeu-se da ousadia de um criado, arranhando-lhe o rosto; quando seu amo perguntou o que havia acontecido, ela não disse uma só palavra para se justificar. Pouco a pouco, sua paciência conquistou o ânimo de todos, e o senhor e a senhora da casa começaram a perceber o tesouro que tinham naquela serva.


A santa considerava o trabalho como uma prática piedosa. Mais tarde costumava dizer:


“Uma serva que não é trabalhadora não é boa; nas pessoas de nossa condição, a piedade que impede o trabalho é má piedade.”

Santa Zita, por Leon Biedroński (1837–1907)
Santa Zita, por Leon Biedroński (1837–1907)

A senhora da casa confiou-lhe o cuidado das crianças e a nomeou governanta. Certo dia, o amo decidiu verificar o estoque de favas, pois esperava vendê-las por bom preço. Naquele tempo, todas as famílias cristãs davam alimentos aos pobres, mas Zita havia distribuído sacos demais, como confessara à sua senhora. Pagano era de temperamento muito violento, e a pobre Zita começou a tremer e pediu a Deus que resolvesse a situação. Quando Pagano foi ao celeiro, não faltava nenhum saco; a única explicação possível era que o Céu havia multiplicado as favas.


Em outra ocasião, tendo Zita se demorado na igreja e esquecido que era o dia de assar o pão, correu apressada para casa; ao chegar, encontrou os pães já prontos para serem colocados no forno.


Em um dia gelado de Natal, como Zita insistisse em ir à igreja, seu amo colocou sobre seus ombros a própria capa, recomendando que cuidasse bem dela. Ao chegar à igreja de São Frediano, Zita encontrou um mendigo mal vestido que tremia de frio. Como ele olhasse ansiosamente para a capa, a santa a colocou imediatamente sobre seus ombros, dizendo que poderia guardá-la até que ela saísse da igreja. Naturalmente, ao final da Missa o mendigo havia desaparecido com a capa. Muito abatida, Zita recebeu uma dura repreensão de seu amo, como era de se esperar. Quando a família se preparava para a ceia de Natal, algumas horas depois, apresentou-se à porta da sala um desconhecido, que devolveu a capa ao amo por meio de Zita. Os senhores quiseram agradecê-lo, mas o desconhecido desapareceu tão misteriosamente quanto havia surgido, deixando o coração da família cheio de alegria celestial. Desde então, a porta da igreja de São Frediano onde Zita encontrou o mendigo passou a ser chamada “a Porta do Anjo”.


Com o tempo, Zita tornou-se amiga e conselheira de toda a casa. Era a única que sabia como lidar com Pagano quando ele se enfurecia. Contudo, a veneração de todos a incomodava muito mais do que os maus-tratos do início. Nessa altura, já estava suficientemente livre das tarefas domésticas para visitar, conforme desejava, os doentes, os pobres e os prisioneiros. Tinha especial afeição pelos condenados à morte, por quem passava longas horas em oração. Nessas obras de piedade e misericórdia passou os últimos anos de sua vida. Morreu tranquilamente em 27 de abril de 1278. Tinha então sessenta anos e havia servido à família de Pagano durante quarenta e oito anos. O corpo de Santa Zita repousa na igreja de São Frediano, em Lucca, onde a santa havia ido com tanta regularidade durante os anos que ali viveu.


O corpo de Santa Zita em seu relicário, exposto na basílica de São Frediano, em Lucca, Toscana, Itália.
O corpo de Santa Zita em seu relicário, exposto na basílica de São Frediano, em Lucca, Toscana, Itália.

A principal fonte de informação é a biografia escrita por Fatinellus de Fatinellis, que se encontra em Acta Sanctorum, abril, vol. III. Existem muitas biografias mais recentes, como as de Toussaint (1902) e Ledóchowsky (1911). Ver também a biografia escrita por Bartolomeo Fiorito em 1752 e Analecta Bollandiana, vol. XVIII (1930), pp. 229-230.2



Referências:


1. Butler, Alban. Vida dos Santos, vol. 2, pp. 160-163.

2. Ibid. pp. 164-166.



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- Santo Afonso MARIA
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