Vida de Santa Petrolina de Roma e Beato Tiago Salomoni (31 de maio)
- 31 de mai. de 2025
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Atualizado: há 2 dias

O Martirológio Romano diz neste dia:
“Em Roma, a comemoração de Santa Petronila, virgem, filha do bem-aventurado Apóstolo São Pedro, a qual recusou contrair matrimônio com Flaco, jovem de nobre estirpe. Tendo aceitado refletir durante três dias, a santa os passou em jejum e oração. Ao terceiro dia, entregou a alma a Deus, depois de haver recebido o sacramento do Corpo de Cristo.”
Está perfeitamente comprovado que Petronila não era filha [de sangue] de São Pedro. A ideia de que o Apóstolo tinha uma filha provém, ao que parece, de certos escritos apócrifos dos gnósticos. A identificação de Petronila, venerada em Roma, com a filha do Apóstolo, introduziu-se na lenda da santa no século VI, ou um pouco antes. No cemitério de Domitila, foi descoberto um afresco de meados do século IV, no qual Petronila aparece revestida com a túnica dos mártires. Por isso, impôs-se a teoria do martírio de Santa Petronila, apesar da oposição de De Rossi. A lenda, da qual faz eco o Martirológio Romano, segundo a qual a santa morreu em seu leito, baseia-se nas Atas de Nereu e Aquiles, que carecem absolutamente de autoridade. Veja-se nosso artigo de 12 de maio.
H. Delahaye, Sanctus (1927), coloca o problema em seus termos justos; vejam-se também as referências que o mesmo autor fornece em CMH., pp. 285-286. O artigo de Mons. J. P. Kirsch na Catholic Encyclopedia, vol. XI, pp. 781-782, é excelente, embora desproporcionalmente extenso.1

Jacobo Salomonio, filho de uma família nobre, nasceu em Veneza, em 1231. Jacobo, que era muito jovem quando seu pai morreu, foi educado por sua mãe e por sua avó, e aquela retirou-se, algum tempo depois, para um convento cisterciense. Aos dezessete anos, Jacobo, que sempre fora muito piedoso, distribuiu seus bens aos pobres e ingressou na Ordem de São Domingos. Muito contra a sua vontade, teve de exercer o cargo de prior nos conventos de Forlì, Faenza, San Severino e Ravena. Depois retirou-se para o convento de Forlì, onde levou uma vida de grande austeridade, dedicado à oração, à leitura e ao cuidado dos enfermos, pelos quais tinha especial carinho. Estudava continuamente a Bíblia e o martirológio e afirmava que o exemplo dos mártires lhe proporcionava abundante matéria para meditação. O santo frade foi arrebatado em êxtase em várias ocasiões; possuía, além disso, o dom da profecia e curou milagrosamente vários paralíticos e outros enfermos.
Durante quatro anos sofreu de um câncer muito doloroso, mas suportou a enfermidade com paciência e alegria. Diz-se que o câncer desapareceu pouco antes de sua morte, ocorrida em 31 de maio de 1314, quando o beato tinha oitenta e dois anos de idade. Deus operou, por sua intercessão, numerosos milagres. Um ano após a morte do beato, formou-se uma confraria para promover seu culto. A Santa Sé o aprovou em Forlì, em 1526; Papa Paulo V o estendeu a Veneza e Gregório XV à Ordem de São Domingos.
Nos Acta Sanctorum, maio, vol. VII, há uma extensa biografia escrita por um contemporâneo do beato; o documento foi extraído de um manuscrito. Ver também Procter, Lives of Dominican Saints, pp. 155-159.2
Referências:
1. Butler, Alban. Vida dos Santos, vol. 2, pp. 413-414.
2. Ibid. pp. 414-415.






















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