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Vida de Santa Francisca Xavier Cabrini e Santos Queremão e Isquirião (22 de dezembro)





Fotografia de Santa Francisca Xavier Cabrini
Fotografia de Santa Francisca Xavier Cabrini

Agostinho Cabrini era um cultivador muito acomodado, cujas terras estavam situadas perto de Sant'Angelo Lodigiano, entre Pavia e Lodi. Sua esposa, Estela Oldini, era milanesa. Tiveram treze filhos, dos quais a menor, nascida em 15 de julho de 1850, recebeu no batismo os nomes de Maria Francisca, aos quais mais tarde havia de adicionar o de Xavier.


A família Cabrini era solidamente piedosa, pois tudo na família era sólido. Rosa, uma das irmãs de Francisca, que havia sido mestra de escola e não havia escapado a todos os defeitos de sua profissão, encarregou-se especialmente da educação de sua irmãzinha de forma muito rigorosa. Há que reconhecer que Francisca aprendeu muito com Rosa e que o rigor com que a tratava sua irmã não lhe fez nenhum mal. A piedade de Francisca foi um tanto precoce, mas não por isso menos real. Ouvindo em sua casa a leitura dos "Anais da Propagação da Fé", Francisca determinou desde criança ir trabalhar nas missões estrangeiras. A China era seu país predileto. Francisca vestia de religiosas suas bonecas; costumava também fazer barquinhos de papel, e os lançava ao rio cobertos de violetas, que representavam os missionários que iam às missões. Sabendo que na China não havia caramelos, renunciou a eles para se acostumar a essa privação. Os pais de Francisca, que desejavam que fosse mestra de escola, enviaram-na a estudar na escola das religiosas de Arluno. A jovem passou com sucesso os exames aos dezoito anos. Em 1870, teve a pena enorme de perder seus pais.


Durante os dois anos seguintes, Francisca viveu apacivelmente com sua irmã Rosa. Sua bondade sem pretensões impressionava a quantos a conheciam. Francisca quis ingressar na congregação na qual havia feito seus estudos; mas não foi admitida por causa de sua má saúde. Também outra congregação negou-lhe a admissão pela mesma razão. Mas Dom Serrati, o sacerdote em cuja escola ensinava Francisca, não esqueceu as qualidades da jovem mestra. Em 1874, Dom Serrati foi nomeado preboste da colegiata de Codogno. Em sua nova paróquia havia um pequeno orfanato, chamado a Casa da Providência, cujo estado deixava muito a desejar. A fundadora, que se chamava Antônia Tondini, e outras duas mulheres, encarregavam-se da administração, mas o faziam muito mal. O bispo de Lodi e Mons. Serrati convidaram Francisca a ir ajudar nessa instituição e a fundar aí uma congregação religiosa. A jovem aceitou, não sem grande repugnância.


Santa Francisca Xavier Cabrini
Santa Francisca Xavier Cabrini

Assim começou Francisca o que uma religiosa beneditina qualifica de noviciado muito especial, em comparação do qual um noviciado de convento teria sido um jogo de crianças. Embora Antônia Tondini houvesse aceitado que Francisca trabalhasse no orfanato, dedicou-se a obstaculizar seu trabalho, em vez de ajudá-la. Mas Francisca não se desencorajou, conseguiu algumas companheiras e, em 1877, fez os primeiros votos com sete delas. Ao mesmo tempo, o bispo nomeou-a superiora. Isso não fez senão piorar as coisas. A conduta da irmã Tondini, que provavelmente estava um tanto enferma da cabeça, converteu-se em um escândalo público. Francisca Cabrini e suas fiéis colaboradoras lutaram três anos mais por sustentar a obra da Casa da Providência, na espera de tempos melhores; mas finalmente, o bispo renunciou ao projeto e fechou o orfanato, depois de dizer a Francisca: "Vós desejais ser missionária. Pois bem, chegou o momento de que o sejais. Eu não conheço nenhum instituto missionário feminino. Fundai-o vós mesma." Francisca saiu decidida a seguir simplesmente esse conselho.


Em Codogno havia um antigo convento franciscano, vazio e esquecido. A ele se trasladou a madre Cabrini com suas sete fiéis companheiras. Assim que a comunidade ficou estabelecida, a santa dedicou-se a redigir as regras. O fim principal das Irmãs Missionárias do Sagrado Coração era a educação das jovens. Esse mesmo ano o bispo de Lodi aprovou as constituições. Dois anos mais tarde, inaugurou-se a primeira filial em Gruello, à qual seguiu logo a casa de Milão.


Tudo isso se escreve depressa. Mas a realidade foi muito distinta, já que os obstáculos não escassearam: em efeito, alguns alegaram que o título de missionárias não convinha às mulheres, e uma mãe queixou-se de que sua filha havia sido enganada para que entrasse na congregação. Apesar disso, a congregação começou a crescer, e a madre Cabrini demonstrou amplamente sua capacidade. Em 1887, foi a Roma pedir à Santa Sé que aprovasse sua pequena congregação e lhe desse permissão de abrir uma casa na Cidade Eterna. Algumas pessoas influentes trataram de dissuadi-la do projeto, pois julgavam que sete anos de prova não bastavam para a aprovação da congregação. O cardeal Parocchi, vigário de Roma, repetiu o mesmo argumento em sua primeira entrevista com a madre Francisca; mas só na primeira entrevista, porque a santa ganhou-o muito logo. Pouco tempo depois, pediu-se à madre Cabrini que abrisse não uma, mas duas casas em Roma: uma escola gratuita e um orfanato. Alguns meses mais tarde, publicou-se o decreto da primeira aprovação das Irmãs Missionárias do Sagrado Coração.


Dom Scalabrini apresenta a irmã Cabrini ao papa Leão XIII para receber a missão nos Estados Unidos. Obra de Luigi Arzuffi, 1984, igreja de Caselle Landi, Itália.
Dom Scalabrini apresenta a irmã Cabrini ao papa Leão XIII para receber a missão nos Estados Unidos. Obra de Luigi Arzuffi, 1984, igreja de Caselle Landi, Itália.

Como dissemos, a madre Cabrini havia sonhado com a China desde a infância. Mas não faltavam quem queria convencê-la de que voltasse os olhos para outro continente. Mons. Scalabrini, bispo de Piacenza, havia fundado a Sociedade de São Carlos para trabalhar entre os italianos que partiam aos Estados Unidos, e rogou à madre Cabrini que enviasse algumas de suas religiosas a colaborar com os sacerdotes da sociedade. A santa não se deixou convencer. Então, o arcebispo de Nova York, Mons. Corrigan, insistiu pessoalmente. A santa estava indecisa, porque todos, exceto Mons. Serrati, apontavam na mesma direção. A madre Francisca teve por então um sonho que a impressionou muito e determinou consultar o Sumo Pontífice. Leão XIII disse-lhe: "Não ao oriente, mas ao ocidente." Sendo criança, Francisca Cabrini havia caído ao rio, e desde então tinha horror à água. Apesar disso, cruzou o Atlântico pela primeira vez, com seis de suas religiosas, e desembarcou em Nova York em 31 de março de 1889.


Todo o mundo sabe que uma multidão de italianos, poloneses, ucranianos, tchecos, croatas, eslovacos, etc., emigraram aos Estados Unidos nos últimos tempos. A história religiosa dos imigrantes está ainda por escrever-se. Basta dizer que, quando chegou a madre Cabrini, havia uns 50.000 italianos em Nova York e seus arredores. A maioria deles não sabia sequer os rudimentos da doutrina cristã; apenas uns 1.200 haviam assistido alguma vez em sua vida à Missa; de cada doze sacerdotes italianos, dez haviam tido que sair de sua pátria por má conduta. A situação era semelhante no noroeste da Pensilvânia. E as condições econômicas e sociais da maioria dos imigrantes estavam à altura das condições religiosas. Nada tem, pois, de estranho que no terceiro concílio plenário de Baltimore, Mons. Corrigan e Leão XIII tenham estado muito inquietos.


Pintura de Santa Francisca Xavier Cabrini
Pintura de Santa Francisca Xavier Cabrini

A acolhida que se deu às religiosas em Nova York não foi precisamente entusiasta. Haviam-lhes pedido que organizassem um orfanato para crianças italianas e que tomassem a seu cargo uma escola primária; mas, ao chegar a Nova York, onde se lhes deu cordialmente a bem-vinda, encontraram-se com que não tinham casa, de sorte que pelo menos a primeira noite tiveram que passá-la numa pousada suja e repugnante. Quando a madre Cabrini foi ver Mons. Corrigan, soube que, devido a certas dificuldades entre o arcebispo e as benfeitoras, havia-se renunciado ao projeto do orfanato. Por outra parte, embora abundassem os alunos, não havia edifício para a escola. O arcebispo terminou dizendo que, em vista das circunstâncias, o melhor era que a madre Cabrini e suas religiosas regressassem à Itália. Santa Francisca replicou com sua firmeza e decisão habituais: “Não, monsenhor. O Papa enviou-me aqui, e aqui vou ficar.” O arcebispo ficou impressionado ao ver a firmeza daquela pequena lombarda e o apoio que lhe prestavam em Roma. Por outro lado, há que confessar que era um homem que mudava facilmente de ideia. Assim pois, não se opôs a que as religiosas ficassem em Nova York e conseguiu que por enquanto se alojassem com as irmãs da Caridade. Às poucas semanas, Santa Francisca havia já feito boas migas com a condessa Cesnola, benfeitora do orfanato projetado, havia-a reconciliado com Mons. Corrigan, havia conseguido uma casa para suas religiosas e havia inaugurado um pequeno orfanato. Em julho de 1889, foi fazer uma visita à Itália, e levou consigo as duas primeiras religiosas ítalo-americanas de sua congregação.


Nove meses depois, regressou aos Estados Unidos com mais religiosas para tomar posse da casa de West Park, sobre o rio Hudson, que até então havia pertencido aos jesuítas. A santa trasladou para lá o orfanato, que já havia crescido muito, e estabeleceu aí mesmo a casa-mãe e o noviciado dos Estados Unidos. A congregação prosperava, tanto entre os imigrantes aos Estados Unidos como na Itália. Pouco tempo depois, a madre Cabrini fez uma penosa viagem a Manágua de Nicarágua; apesar de que as circunstâncias eram muito difíceis e até perigosas, aceitou a direção de um orfanato e abriu um internato. Na viagem de volta, passou por Nova Orleans, como lho havia pedido o santo arcebispo da cidade, Francisco Janssens. Os italianos de Nova Orleans, que procediam em grande parte do sul da Itália e da Sicília, viviam em condições especialmente amargas. Havia entre eles alguns criminosos indesejáveis, e pouco antes uma multidão enfurecida de americanos, não menos criminosos, havia linchado onze deles. O resultado da visita de Santa Francisca foi que fundou uma casa em Nova Orleans.


Santa Francisca Xavier Cabrini recebendo os imigrantes italianos
Santa Francisca Xavier Cabrini recebendo os imigrantes italianos

Não faz falta demonstrar que Francisca Cabrini foi uma mulher extraordinária, pois suas obras falam por ela. Como havia sucedido à beata Filipina Duchesne, Santa Francisca aprendeu o inglês com dificuldade e conservou sempre o acento estrangeiro muito marcado. Mas isso não lhe impediu ter grande êxito no trato com gentes de todas as classes. Em particular, aqueles com quem teve que tratar assuntos financeiros, que foram muitos e de muita importância, admiravam-na enormemente. O único ponto em que falhou o tato da madre Cabrini foi nas relações com os "cristãos" não católicos. Isso deveu-se a que entrou pela primeira vez em contato com eles nos Estados Unidos, de sorte que passou longo tempo antes de que reconhecesse sua boa fé e apreciasse sua vida exemplar. Os comentários desagradáveis que fez a santa sobre este ponto explicam-se por sua ignorância, que era a raiz de sua incompreensão. Em efeito, como o demonstram suas ideias sobre a educação das crianças, era uma “mulher de visão ampla e capaz de aprender, que não se fechava a uma ideia simplesmente porque era nova. A madre Cabrini havia nascido para governar. Era muito rigorosa, mas possuía ao mesmo tempo um grande sentido de justiça. Em certas ocasiões era talvez demasiado rigorosa e não caía na conta das consequências de sua inflexibilidade. Por exemplo, não parece que haja favorecido a causa da moral cristã negando-se a receber os filhos ilegítimos em sua escola gratuita; tal atitude não fazia mais que castigar os inocentes. Mas o amor governava todos os atos da santa, de sorte que sua inflexibilidade não lhe impedia amar” e ser muito amada. A este propósito, costumava dizer a suas religiosas: “Amai-vos umas às outras. Sacrificai-vos constantemente e de bom grado por vossas irmãs. Sede bondosas; não sejais duras nem bruscas, não abrigueis ressentimentos; sede mansas e pacíficas.”


Em 1892, ano do quarto centenário da descoberta do Novo Mundo, a santa fundou em Nova York uma de suas obras mais conhecidas: o “Columbus Hospital”. Na realidade, dita obra havia sido empreendida pouco antes pela Sociedade de São Carlos. Infelizmente, a cessão do hospital às Missionárias do Sagrado Coração, que não foi fácil, criou certos ressentimentos contra a madre Francisca. A santa fez pouco depois uma viagem à Itália, onde assistiu à inauguração de uma casa de férias perto de Roma e de uma casa de estudantes em Génova. Em seguida, foi à Costa Rica, Panamá, Chile, Brasil e Buenos Aires. Naturalmente, em 1895, essa viagem era muito mais difícil que na atualidade; mas a madre Cabrini gozava enormemente com as paisagens, e isso aliviou-lhe um tanto as moléstias da viagem. Em Buenos Aires inaugurou uma escola secundária para jovens. Como algumas pessoas lhe advertissem que a empresa era muito difícil e pesada, a santa respondeu: “Quem a vai levar a cabo: nós, ou Deus?” Depois de outra viagem à Itália, onde teve que encarregar-se de um longo processo nos tribunais eclesiásticos e fazer frente à turba em Milão, foi à França, e fez aí sua primeira fundação europeia fora da Itália. No verão de 1898, esteve na Inglaterra. O bispo de Southwark, Mons. Bourne, que foi mais tarde cardenal e havia conhecido em Codogno a madre Francisca, pediu-lhe que fundasse em sua diocese uma casa de sua congregação; mas o projeto não se levou a cabo por então.


Retrato de Santa Francisca Xavier, conhecida como Madre Cabrini
Retrato de Santa Francisca Xavier, conhecida como Madre Cabrini

A santa desdobrou a mesma atividade nos doze anos seguintes. Se houvesse que nomear um santo padroeiro dos viajantes, mais recente e menos nebuloso que São Cristóvão, a madre Cabrini encabeçaria certamente a lista de candidatos. Seu amor por todos os filhos de Deus levou-a de um sítio a outro do hemisfério ocidental: do Rio de Janeiro a Roma, de Sydenham a Seattle. As constituições das Irmãs Missionárias do Sagrado Coração foram finalmente aprovadas em 1907. Para então, a congregação, que havia começado em 1880 com oito religiosas, tinha já mais de 1000 e achava-se estabelecida em oito países. Santa Francisca havia feito mais de cinquenta fundações, entre as quais se contavam escolas gratuitas, escolas secundárias, hospitais e outras instituições. As religiosas não se limitavam nos Estados Unidos a trabalhar entre os imigrantes italianos. Em efeito, no dia do jubileu da congregação, os presos de Sing-Sing enviaram à santa uma comovedora carta de gratidão. Entre as grandes fundações, limitar-nos-emos a mencionar duas: o “Columbus Hospital” de Chicago, e a escola de Brockley (1902), que atualmente se acha em Honor Oak. É impossível falar aqui de todas as provas e dificuldades, tais como a oposição do bispo de Vitória (a rainha Maria Cristina havia chamado à Espanha Santa Francisca), e a oposição de certos partidos em Chicago, Seattle e Nova Orleans. Nesta última cidade as filhas de Santa Francisca pagaram o mal com bem, já que se conduziram de forma heroica na epidemia de febre amarela de 1905.


Em 1911, a saúde da fundadora começou a decair. Tinha então sessenta e um anos, e estava fisicamente esgotada. Mas ainda pôde trabalhar seis anos mais. O fim chegou súbitamente. A madre Francisca Xavier Cabrini morreu absolutamente só no convento de Chicago, em 22 de dezembro de 1917. Foi canonizada em 1946. Seu corpo acha-se na capela da “Cabrini Memorial School” de Fort Washington, no estado de Nova York. Sem dúvida, que antes de Santa Francisca houve muitos santos nos Estados Unidos e que seguirá havendo-os no futuro; mas ela foi a primeira cidadã americana cuja santidade foi publicamente reconhecida pela Igreja mediante a canonização. Francisca Xavier Cabrini é uma glória dos Estados Unidos, da Itália, da Igreja e de toda a humanidade. Ninguém que não fosse um santo como ela houvera podido fazer o que ela fez e na forma em que o fez. Assim o reconheceu Leão XIII, quase cinquenta anos antes da canonização da santa, quando disse: “A madre Cabrini é uma mulher muito inteligente e de grande virtude... É uma santa.”


A primeira biografia da santa, escrita por uma religiosa de sua congregação (a madre Xavier de Maria) e publicada em 1928, intitula-se La Madre Francesca Saverio Cabrini. Cinco anos mais tarde, Emilie de Sanctis Rosmini publicou La Beata Francesca Saverio Cabrini. Em italiano existem outras biografias. El Viaggi della Madre Cabrini, narrati in varie sue lettere está traduzido ao inglês. Em 1931, o P. Martindale publicou um ensaio muito bem feito. Em 1937, viu a luz em Chicago a biografia do P. E. J. McCarthy, a obra de uma dama beneditina de Stanford, Frances Xavier Cabrini: the Saint of the Emigrants (1944), é um modelo de biografia para o grande público. Quem deseje ler uma exposição breve e clara do estado dos imigrantes italianos nos Estados Unidos, veja Zweierlein, Life and Letters of Bishop McQuaid, vol. II, pp. 333-335. As estatísticas encontrar-se-ão na Catholic Encyclopedia, vol. XII, pp. 202-206. Theodore Maynard publicou nos Estados Unidos outra biografia, intitulada Too Small a World (1948).1




São Dionísio de Alexandria, em sua carta a Fabiano de Antioquia, falando dos cristãos egípcios que sofreram na perseguição de Décio, conta que muitos foram lançados no deserto, onde morreram de fome, de sede, de insolação, ou pereceram atacados pelas feras ou por homens não menos ferozes. Outros muitos cristãos foram vendidos como escravos; quando escrevia São Dionísio, muito poucos haviam sido resgatados. O santo menciona em particular o ancião bispo de Nilópolis, Queremão, que havia ido refugiar-se nas montanhas da Arábia com outro companheiro e a quem ninguém havia visto novamente. Os cristãos os procuraram, mas não lograram encontrar nem mesmo os cadáveres. São Dionísio menciona também a Isquirião, que era o procurador de um magistrado em certa cidade do Egito, que a tradição identifica com Alexandria. O magistrado ordenou-lhe que oferecesse sacrifícios aos deuses; Isquirião negou-se a isso, e os insultos e ameaças não conseguiram fazê-lo mudar de parecer. Então, o magistrado, furioso, mandou que o mutilassem e o atravessassem com um pau. O Martirológio Romano comemora estes dois mártires no dia de hoje.


O único que sabemos sobre estes mártires procede de um passagem de uma carta de São Dionísio de Alexandria, citada por Eusébio (lib. vi, e. 42).2



Referências:


1. Butler, Alban. Vida dos Santos, vol. 1, pp. 23-28.

2. Butler, Alban. Vida dos Santos, vol. 4, p. 598.



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