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Vida de São Winebaldo e Santos Rufo e Zósimo, Mártires (18 de dezembro)

  • 18 de dez. de 2025
  • 4 min de leitura




Martírio de Santo Inácio de Antioquia por Pier Leone Ghezzi
Martírio de Santo Inácio de Antioquia por Pier Leone Ghezzi

Quando Santo Inácio de Antioquia esteve em Filipos da Macedônia, de passagem para Roma, onde seria martirizado, acompanhavam-no os santos Rufo e Zósimo, originários de Antioquia ou de Filipos. Seguindo as instruções de Santo Inácio, os cristãos de Filipos escreveram uma carta fraterna aos de Antioquia. São Policarpo de Esmirna, a quem Santo Inácio havia confiado o cuidado de sua Igreja, encarregou-se de lhes responder. Em sua carta, que costumava ser lida publicamente nas igrejas da Ásia no século IV, São Policarpo fala de Rufo e Zósimo, que tiveram a felicidade de compartilhar as cadeias e os sofrimentos de Inácio por amor de Cristo e foram glorificados por Deus com a coroa do martírio, por volta do ano 107, durante o reinado de Trajano. São Policarpo diz, falando deles:


“Não correram em vão, mas iam armados de fé e retidão. Partiram para o lugar que Aquele por quem haviam de sofrer lhes havia preparado, porque não amaram este mundo, mas a Jesus, que morreu e ressuscitou por Deus para a nossa salvação... Por isso, exorto-vos a todos a viver retamente e a exercitar a paciência, da qual vos deram exemplo não só Inácio, Zósimo e Rufo, mas também outros que viveram entre vós, assim como o próprio Paulo e os demais Apóstolos.”

Tudo o que sabemos sobre esses mártires é o que diz São Policarpo. Não existe nenhum vestígio de culto primitivo.1




São Winebaldo
São Winebaldo

No dia 7 de fevereiro referimos que São Ricardo, que era anglo-saxão, fez uma peregrinação a Roma com seus dois filhos, São Wilibaldo e São Winebaldo, e que morreu em Lucca. Os dois jovens prosseguiram para Roma, onde Wilibaldo decidiu fazer uma peregrinação à Terra Santa. Winebaldo, que desde criança era muito delicado de saúde e estava então doente, permaneceu em Roma. Ali estudou durante sete anos e consagrou-se com toda a sua alma ao serviço divino. Depois voltou à Inglaterra, onde persuadiu vários amigos e parentes a acompanhá-lo novamente a Roma. Na Cidade Eterna consagrou-se a Deus na vida religiosa. No ano 739, São Bonifácio fez sua terceira visita a Roma e persuadiu Winebaldo a partir com ele para evangelizar a Germânia. São Winebaldo recebeu a ordenação sacerdotal na Turíngia e tomou sob seus cuidados sete igrejas, que administrou a partir de Sulzenbricken, perto de Erfurt. Como os saxões o perseguissem, foi evangelizar na região da Baviera. Após alguns anos de trabalho incansável, voltou a reunir-se com São Bonifácio em Mainz; mas, não podendo estabelecer-se ali, foi juntar-se a seu irmão, que era bispo de Eichstätt. Wilibaldo queria construir um mosteiro duplo que fosse um modelo de piedade e um centro de saber para as numerosas igrejas que havia fundado, e pediu a Winebaldo e à sua irmã Santa Walburga que empreendessem a obra.


Assim, Winebaldo dirigiu-se a Heidenheim, no Württemberg, onde abriu uma clareira numa floresta e começou construindo uma série de pequenas celas para ele e seus monges. Pouco depois, construiu um mosteiro para seus discípulos e um convento para Santa Walburga e suas religiosas. Os pagãos, incomodados pelos esforços de São Winebaldo para submetê-los às regras da moral cristã, tentaram matá-lo; mas o santo conseguiu escapar da emboscada e continuou a pregar o Reino de Deus. Soube manter entre seus monges o espírito monástico, ensinando-lhes sobretudo a perseverança na oração e exortando-os a nunca perder de vista a vida de Cristo, que era o modelo ao qual deviam conformar-se e conformar também os pagãos.


Os santos irmãos Winebaldo, Wilibaldo e Walburga
Os santos irmãos Winebaldo, Wilibaldo e Walburga

São Winebaldo submeteu os dois mosteiros à regra de São Bento. São Winebaldo, que esteve doente durante muitos anos, tinha em sua cela um altar para celebrar a Missa quando não podia sair. A doença dificultou seu trabalho missionário, pois não podia fazer viagens longas. Em certa ocasião, quando foi a Würzburg, chegou quase moribundo ao santuário de São Bonifácio, em Fulda. Três semanas depois, sentindo-se melhor, empreendeu a viagem de retorno; mas, na localidade seguinte, teve de guardar cama por mais uma semana. Após três anos de sofrimentos quase contínuos, o santo preparou-se para morrer. Faleceu nos braços de seu irmão e de sua irmã, em 18 de dezembro do ano 761, depois de ter exortado ternamente seus monges. Hugeburga, a religiosa que escreveu a vida de São Winebaldo, conta que em seu sepulcro se realizaram várias curas milagrosas. São Ludgero escreve na biografia de São Gregório de Utrecht:


“Winebaldo foi muito amado por meu mestre Gregório; com os grandes milagres que realiza depois de sua morte, mostra o que foi sua vida.”

A biografia de São Winebaldo, que é fidedigna, foi escrita por Hugeburga, religiosa de Heidenheim. O melhor texto é o que publicou Holder-Egger, em MGH., Scriptores, vol. XV, pp. 106-117. Encontram-se alguns dados adicionais no Hodoporicon de São Wilibaldo, escrito também por Hugeburga; essa obra foi traduzida para o inglês por C. H. Talbot, Anglo-Saxon Missionaries in Germany (1954). Mons. Brownlow havia publicado outra tradução em 1891, na “Palestine Pilgrims Text Society”. Certos detalhes da vida de São Winebaldo procedem da correspondência de São Bonifácio, da vida de Santa Walburga e da primeira parte de Die Regesten der Bischöfe von Eichstätt, de F. Heldingsfelder (1915). Veja-se também Analecta Bollandiana, vol. XLIX (1931), pp. 353-397; e W. Levison, England and the Continent... (1946); veja-se o que ali se diz sobre Hugeburga, p. 294.2



Referências:


1. Butler, Alban. Vida dos Santos, vol. 4, p. 587.

2. Ibid. pp. 587-588.



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