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Festa de São Gabriel e a Vida de São Simão de Trento, São Guilherme de Norwich e Santa Catarina de Vadstena (24 de março)

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A Anunciação, por Philippe de Champaigne
A Anunciação, por Philippe de Champaigne

Decreto da Sagrada Congregação dos Ritos, datado de 26 de outubro de 1921, e publicado por mandato do Papa Bento XV, ordenou que a festa de São Gabriel Arcanjo fosse considerada no futuro como dupla de primeira classe, a partir de 24 de março, para toda a Igreja ocidental. Devido ao fato de que a celebração litúrgica das festas em honra dos grandes arcanjos será tratada logicamente em conexão com a festa mais antiga, a de São Miguel Arcanjo, em 29 de setembro, será suficiente assinalar aqui que, segundo Daniel (IX, 21), foi Gabriel quem anunciou ao profeta o tempo da vinda do Messias; que foi ele, novamente, quem apareceu a Zacarias “estando de pé à direita do altar do incenso” (Lucas 1, 10 ao 19), para lhe dar a conhecer o futuro nascimento do Precursor e, finalmente, que o arcanjo, como embaixador de Deus, foi enviado a Virgem Maria, em Nazaré (Lucas 1, 26), para proclamar o mistério da Encarnação.


A Anunciação, por Auguste Pichon (1859)
A Anunciação, por Auguste Pichon (1859)

É, portanto, apropriado que Gabriel seja honrado neste dia que precede a festa da Anunciação da Santíssima Virgem. Há abundante evidência arqueológica de que o culto de São Gabriel não é, de modo algum, uma inovação. Uma antiga capela, muito próxima da Via Ápia, resgatada do esquecimento por Mariano Armellini, conserva os restos de um afresco no qual a importância dada à figura do arcanjo, e seu nome escrito abaixo, leva fortemente a crer que ele foi honrado em algum tempo nessa capela como patrono principal. Há também muitas representações de Gabriel na arte cristã primitiva, tanto do Oriente como do Ocidente, que não deixam dúvida de que sua relação com o sublime mistério da Encarnação foi comemorada pelos fiéis em épocas muito anteriores à renovação de seu culto, no século XIII. Este mensageiro do Céu é o santo padroeiro dos que trabalham nos serviços postais, de telégrafos e telefones.


Ver Acta Apostolicae Sedis, vol. XI (1921), e a nota de São Miguel Arcanjo em 29 de setembro.1




Martírio de São Simão de Trentot, representação da Crônica Mundial de Nuremberg, por Hartmann Schedel.
Martírio de São Simão de Trentot, representação da Crônica Mundial de Nuremberg, por Hartmann Schedel.

De acordo com o Martirológio Romano, que neste dia comemora “a paixão de São Simeão, menino, cruelíssimamente sacrificado pelos judeus em Trento e depois glorificado por seus muitos milagres”, Alban Butler dedica um espaço a dois casos de sacrifício ritual de crianças, realizados pelos judeus. Dos muitos exemplos que se contam desse crime, e que foram acreditados por todos na Idade Média, somente o de Simão ou Simeão é reconhecido no martirológio. De acordo com o testemunho obtido em Trento, pouco depois da tragédia, um médico judeu atraiu com agrados e sequestrou um menininho cristão de dois anos e meio de idade com vistas à celebração da Páscoa judaica. Depois de crucificar o menino e extrair-lhe o sangue, os oficiais da sinagoga ocultaram seu corpo por algum tempo e, depois, o lançaram no canal. O crime foi descoberto; e os suspeitos, submetidos à tortura, confessaram sua culpa. Horríveis castigos lhes foram infligidos uma vez confessos, enquanto que, por outro lado, operavam-se milagres em abundância junto ao túmulo do menino martirizado.


São Guilherme de Norwich, por Pedro de Bivero
São Guilherme de Norwich, por Pedro de Bivero

No caso de Guilherme de Norwich, ocorrido mais de 300 anos antes, a vítima tinha doze anos. Aqui também se relata que o menino foi atraído com agrados, amordaçado, amarrado e crucificado. O corpo foi levado em um saco por dois judeus ao bosque de Mousehold, com o propósito de incinerá-lo ali, mas, tendo sido surpreendidos antes de terminar sua tarefa, deixaram o corpo pendurado em uma árvore.


Butler aceite a crença tradicional de que várias crianças foram sacrificadas pelos judeus por ódio à fé cristã. Não há dúvida de que, em cada um desses casos, uma criança foi sacrificada deliberadamente por alguém; e até é possível que tais assassinatos foram cometidos por judeus dementes, ou por um ato de vingança particular, ou por feiticeiros que desejavam usar o sangue para algum rito de magia. Outro caso famoso é o de Cristóbal de Laguardia ou “santo Niño de la Guardia”, cujos registros oficiais foram publicados no “Boletín de la Real Academia de la Historia”, em espanhol, vol. IX.


Durante a Idade Média, difundiram-se amplamente as acusações conhecidas como “libelos de sangue”, segundo as quais judeus seriam responsáveis por crimes rituais contra crianças cristãs. Na Península Ibérica, essas crenças populares chegaram a ser refletidas em textos legais, como nas Las Siete Partidas de Afonso X, o Sábio:

“Ouvimos que em alguns lugares os judeus fizeram e fazem no dia da Sexta-Feira Santa uma rememoração da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo em forma de zombaria, roubando crianças e colocando-as na cruz, ou fazendo imagens de cera e crucificando-as quando crianças não podiam ter. Ordenamos que, se aqui para dada fama, em algum lugar do nosso domínio tal coisa seja datada, se for possível verificar que todos aqueles que estão envolvidos nesse fato serão presos, e recolhidos e levados perante o rei: e depois disso, se ele descobrir a verdade, deverá matá-los com muita habilidade, tantas quantos sejam.”2

O martírio do Santo Menino de La Guardia. Crucificação e remoção do coração. Gravura do séc. XVIII
O martírio do Santo Menino de La Guardia. Crucificação e remoção do coração. Gravura do séc. XVIII

Há talvez centenas de edições, ao longo desses últimos séculos, do livro A Vida dos Santos, de Butler. É muito óbvio que, na vida de alguns santos em específico, certas informações foram removidas (como vimos no artigo sobre São Pedro) e/ou modificadas, pois se trata de uma versão de 1965, quando já havia ocorrido o Vaticano II. A bibliografia logo abaixo certamente pode ser tendenciosa, favorecer ou diminuir os crimes praticados pelos judeus. É comum observar muita censura por parte da mídia e das elites quando se trata de judeus, sendo frequentemente difícil questionar acontecimentos históricos. O que antes era, e ainda é, chamado de “teoria da conspiração” foi posteriormente provado ser real, como no caso dos “Arquivos de Epstein”, relacionados a crimes graves e satânicos. O artigo não é com a intenção de promover o antissemitismo ou racismo (porque o "racismo" é pecado mortal), mas apenas apresentar os fatos da vida dos santos sem distorções. "Para Simeão de Trento, os documentos mais importantes encontram-se no Acta Sanctorum, março, vol. III; em Muratori, Rerum Italicarum Scriptores, vol. XX, pp. 945 ss.; e em G. Divina, Storia del beato Simone da Trento (1902), mas cf. a discussão crítica da última obra mencionada em Analecta Bollandiana, vol. XXI (1904), pp. 122-124. Para Guilherme de Norwich,Tomás de Monmouth, cujo manuscrito foi editado pela primeira vez pelo Dr. A. Jessopp e M. R. James, em 1896. Quanto à discussão geral dos assassinatos rituais atribuídos aos judeus, o leitor pode consultar H. L. Strack, The Jew and Human Sacrifice (tradução inglesa) e o padre Thurston em The Month, junho de 1898, pp. 561-574, e novembro de 1903, pp. 502-513. Um número de casos como os dos martírios mencionados é também discutido por W. H. Hart, Cartularium of Gloucester (Rolls Series), vol. I, pp. XXXIX a LI. No que se refere ao caso semelhante de São Wernher, em Trier, em 1795, os bolandistas publicaram a maior parte dos documentos preparados para o processo canônico. Ver o Acta Sanctorum, abril, vol. II, onde o tipo de evidência, muito pouco satisfatório, deve impressionar fortemente o leitor. Há uma suposta defesa de alguns judeus pelo cardeal Ganganelli, depois Papa Clemente XIV, em 1759, foi traduzida por C. Roth, The Ritual Murder Libel and the Jews (1935), e cf. Dr. Roth, History of the Jews in England (1941)."3




Santa Catarina de Vadstena e sua mãe, Santa Brígida da Suécia, por Carl Larsson
Santa Catarina de Vadstena e sua mãe, Santa Brígida da Suécia, por Carl Larsson

Catarina Ulfsdotter foi a quarta dos oito filhos de Santa Brígida da Suécia, que, juntamente com Catarina, é conhecida como “da Suécia”, embora nenhuma tenha pertencido a uma casa real. Nessa família religiosa, Catarina aprendeu primeiramente a amar a Deus e, em tenra idade, foi confiada aos cuidados da abadessa de Risaberga. Catarina foi prometida em casamento por seus pais a um jovem nobre e devoto, Edgardo von Kiirnen, que era de origem alemã. O casamento realizou-se de fato. Santa Catarina é celebrada no ofício divino como virgem, porque, segundo se diz, o jovem casal, desde que saiu da igreja, decidiu viver em continência perpétua. Em seu novo estado, a jovem esposa levou vida de austeridade que Edgardo tolerou, mas não incentivou. Carlos, irmão de Catarina, mostrou-se grandemente irritado quando ela tentou induzir a esposa dele a seguir seu exemplo. Santa Brígida, após a morte de seu esposo, Ulf, foi viver em Roma e sua filha Catarina, como disse depois à sua homônima de Siena, desde o dia em que sua mãe deixou a Suécia, esqueceu-se do que era sorrir. Em 1350, obteve permissão de Edgardo para visitar sua mãe em Roma, mas seu irmão Carlos escreveu uma carta violenta a Edgardo proibindo-o de deixá-la ir. A carta chegou às mãos de Catarina, mas ela não se assustou e colocou-se sob a proteção oferecida por um de seus tios. Tinha então cerca de dezenove anos.


Santa Brígida desejava havia muito tempo uma companheira e, quando sua filha, após algumas semanas de permanência, lhe anunciou que voltaria para casa, sua mãe suplicou-lhe com insistência que não o fizesse, mas permanecesse em Roma pela causa de Cristo. O que se seguiu não é totalmente claro nem fácil de entender. Catarina estava ligada ao seu esposo, a quem parecia ter profundo afeto, mas permaneceu em Roma, não sem passar por momentos de grande tristeza. “Levo uma vida infeliz, enjaulada como um animal, enquanto outros vão e alimentam suas almas na Igreja. Meus irmãos e irmãs, na Suécia, podem servir a Deus em paz”. Por medo das desordens da cidade, quando a mãe de Catarina saía de casa, ordenava-lhe que permanecesse fechada. Nessas circunstâncias, pode-se supor razoavelmente que o sonho que teve, no qual Nossa Senhora a repreendia por sua inconformidade, foi fruto de sua depressão, embora a pobre Catarina o tenha levado muito a sério. Brígida, por sua vez, acreditou ter recebido a revelação de que o esposo de sua filha estava prestes a morrer, o que de fato ocorreu antes do fim do ano. Devido a essa revelação, Catarina pareceu perder todo o desejo de retornar à Suécia.


Santa Catarina da Suécia
Santa Catarina da Suécia

Quando se soube que essa bela jovem era viúva, alguns pretendentes começaram a assediá-la com intenções de casamento e, apesar de suas firmes recusas, chegaram até a planejar seu rapto. Certo dia, quando ia rezar na igreja de São Sebastião, um conde romano, Latino Orsini, a espreitou com seus servos em uma vinha à beira do caminho. Mas, de repente, um veado apareceu e distraiu tanto a atenção do grupo que Santa Catarina passou sem ser notada. Em outra ocasião, os que tentavam raptá-la ficaram temporariamente cegos, como testemunhou depois, na presença do Papa, o chefe do grupo.


A beleza exterior da santa era reflexo da graça interior de sua alma. Sua caridade era tão grande que se estendia não só às ações, mas também às palavras, de modo que nunca se ouviu dela uma palavra irritada, impaciente ou uma crítica pouco caridosa. Anos depois, suplicou a Deus que a Ordem de Santa Brígida fosse sempre preservada do veneno da calúnia e advertiu sua sobrinha Ingegerda, depois abadessa de Vadstena, contra os juízos sem caridade, dizendo que tanto o caluniador quanto quem o escuta levam o demônio na língua. Evitava toda ostentação e usava suas roupas até que se desfizessem; no entanto, dizia-se que irradiava tal esplendor que os objetos ao seu redor, como a cabeceira de sua cama e o dossel, pareciam feitos dos mais delicados materiais.


Durante os vinte e cinco anos seguintes, a vida de Santa Catarina identificou-se quase totalmente com a de sua mãe, em cujas boas obras tomou parte ativa. Além das orações vocais, às quais sempre foi muito devota, Catarina dedicava quatro horas diárias à meditação da Paixão. Certo dia, enquanto rezava na igreja de São Pedro, aproximou-se dela uma mulher vestida de branco com um manto negro, a quem tomou por uma terciária dominicana. A desconhecida pediu-lhe que rezasse por uma de suas compatriotas, de quem receberia valiosa ajuda e que colocaria sobre sua cabeça uma coroa de ouro. Pouco tempo depois, chegou a notícia da morte de uma cunhada que lhe deixava em herança uma diadema de ouro que, como outras mulheres de sua posição e país, usava em grandes ocasiões. A tiara foi desfeita e, com o valor obtido, Santa Brígida e sua filha viveram durante dois anos. De tempos em tempos, faziam peregrinações a Assis e a outros lugares e, por fim, Santa Brígida decidiu fazer uma última visita à Terra Santa na companhia de Catarina. Brígida morreu pouco depois de retornar a Roma e seu corpo foi enviado nesse mesmo ano à Suécia para ser sepultado na igreja de seu convento, em Vadstena.


Santa Catarina de Vadstena. Imagem na igreja de Trönö, Hälsingland.
Santa Catarina de Vadstena. Imagem na igreja de Trönö, Hälsingland.

O mosteiro ainda não havia sido canonicamente erigido e suas religiosas viviam sem votos e sem hábito. Em Santa Catarina de Vadstena recaiu então a tarefa de formar a comunidade, de acordo com a regra que sua mãe havia elaborado por tanto tempo para que fosse aprovada. Um ano mais tarde, Catarina retornou a Roma para promover a causa da canonização de sua mãe. Somente após cinco anos voltou à Suécia, sem ainda ter conseguido a canonização (o “Grande Cisma” havia ocorrido nesse meio tempo). Conseguiu, porém, do Papa Urbano VI, a ratificação da regra de Santa Brígida da Suécia. Durante esse período na Itália, Santa Catarina Ulfsdotter fez amizade com Santa Catarina de Siena, e o Papa Urbano decidiu enviá-las juntas em missão diante da rainha Joana I de Nápoles, que apoiava o pretendente ao papado que se fazia chamar Clemente VII. Diz-se que Catarina se recusou a ir à corte da mulher que havia seduzido seu irmão Carlos, como se menciona na nota contida na vida de Santa Brígida (8 de outubro); porém o venerável Raimundo de Cápua, em sua vida de Santa Catarina de Siena, explica de outro modo: ele mesmo, diz, dissuadiu o Papa de enviar as duas Catarinas a um ambiente tão perigoso.


Parecia que a obra de Catarina estava terminada, pois imediatamente após seu retiro definitivo em Vadstena, sua saúde começou a piorar. Continuou a prática que havia observado por tanto tempo de se confessar diariamente, mas o mal gástrico de que sofria tornou-lhe impossível receber o Santíssimo Sacramento. Pediu então que o Corpo de Nosso Senhor lhe fosse levado ao seu quarto de enferma, a fim de poder adorá-lo e praticar suas devoções em sua presença. Encomendando a Deus sua alma em uma última oração, morreu pacificamente em 24 de março de 1381. Diz-se que uma estrela brilhante apareceu sobre a casa no momento de sua morte e ali permaneceu até seu funeral. Ao seu sepultamento compareceram todos os bispos e abades da Escandinávia, assim como o príncipe e toda a população vizinha. Santa Catarina nunca foi formalmente canonizada, mas seu nome foi inscrito no Martirológio Romano, seu culto foi aprovado pelo Papa Inocêncio VIII e sua festa é celebrada na Suécia e em outros lugares, assim como pelas religiosas de Santa Brígida. Diz-se que escreveu um livro intitulado: “A Consolação da Alma”, composto de extratos e máximas tiradas da Sagrada Escritura e de diversos escritos piedosos, mas nenhuma cópia foi preservada até nossos dias.


Existe uma breve biografia em latim de Santa Catarina, escrita no início do século XV por um monge de Vadstena, Ulf Birgersson. Pode ser encontrada no Acta Sanctorum, março, vol. III, e foi um dos primeiros livros impressos na Suécia. Um texto mais crítico aparece em Scriptores rerum Sueciarum, vol. III. Alguns dos documentos e coleções de milagres ligados à sua projetada canonização foram impressos nas duas obras mencionadas. O texto completo dos documentos de canonização foi editado por I. Collijn, Processus seu Negocium Canonizationis b. Katerinae de Vadstenis (1924-1946). A vida de Santa Catarina estava tão intimamente ligada à de sua mãe que, talvez, os melhores dados sobre a filha se encontrem nas biografias de Santa Brígida. Para isso, ver o dia 8 de outubro.4



Referências:


1. Butler, Alban. Vida dos Santos, vol. 1, pp. 639-640.

2. Afonso X, o Sábio, Las Siete Partidas. Vol. III, Madri: Imprenta Real, 1807. Partida 7, Título 24, lei II, p. 670.

3. Butler, Alban. Vida dos Santos, vol. 1, pp. 643-644.

4. Ibid. pp. 640-643.



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