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Vida de São Gregório de Espoleto e Santas Tarsila e Emiliana (24 de dezembro)



AVISO: Hoje é quarta-feira, dia de jejum e abstinência de carne (vigília de Natal)




Vitral de São Gregório de Espoleto
Vitral de São Gregório de Espoleto

Este mártir foi um santo sacerdote de Espoleto, que empregava o seu tempo noite e dia no jejum e na oração, e em ensinar aos outros a santa lei de Deus. Relata-se ali que Flaco, o governador da Úmbria, chegou à cidade de Espoleto com uma ordem do imperador Maximiano para impor castigos a todos os cristãos. Todos os habitantes foram reunidos no foro e Flaco perguntou se já todos haviam abandonado o culto dos deuses. O magistrado principal respondeu ao governador que eram muito poucos os que haviam renegado a antiga religião e que, se fosse necessário castigar alguém, este deveria ser um homem chamado Gregório, o qual, além de propagar ativamente a doutrina proibida, havia tido a ousadia de derrubar estátuas dos deuses. Imediatamente, foram enviados soldados para trazer o acusado diante do tribunal. Uma vez perante seus juízes, Flaco o interrogou: “Quem é o teu Deus?”. Gregório respondeu sem hesitar: “Aquele que fez o homem à sua imagem e semelhança, o Todo-Poderoso e imortal que haveria de redimir todos os homens de acordo com suas obras”. Flaco deu de ombros com impaciência, pediu ao réu que não falasse tanto e que, em vez disso, fizesse o que lhe fora pedido. A isso Gregório respondeu: “Não sei o que queres de mim, mas não fiz senão o que devo”. “Se queres salvar-te”, advertiu o governador, “vai ao templo e oferece sacrifícios a Júpiter, a Minerva e a Esculápio. Então serás considerado nosso amigo e receberás os favores de nossos invencíveis imperadores”. A tudo isso Gregório respondeu com a mesma mansidão:


“Não desejo vossa amizade e não oferecerei sacrifícios aos demônios, mas unicamente ao meu Deus, Jesus Cristo”.

O governador ordenou que, por ter proferido aquelas blasfêmias, fosse golpeado no rosto pelos punhos dos soldados, espancado com bastões e torturado no cavalete e, depois, se lhe fizesse morrer em fogo lento. No entanto, quando os verdugos estavam prestes a deitar Gregório sobre a grelha, produziu-se um terremoto que destruiu um bairro de Espoleto. Mas, no dia seguinte, após novas torturas, foi decapitado. Isso aconteceu em 304.


Suas relíquias repousam em uma igreja que leva o seu nome em Espoleto. Barônio encontrou, no final de uma cópia dessas Atas, um testemunho autêntico de um glorioso milagre operado pelo seu toque em 1037. Vejam-se as Atas de sua Confissão em Barônio, Surius, etc., citadas por Tillemont, t. 5, p. 133.


Numa versão do livro "Vida dos Santos" (versão de 1965) de Alban Butler afirma que a "paixão desse mártir, que aparece em numerosas cópias de antigos manuscritos, foi impressa por Surius e foi objeto de uma curiosa transformação que a fez aparecer como a história do martírio de São Jorge, escrita pelo padre Delehaye na Analecta Bollandiana, vol. XXVIII (1908), pp. 373-383. O próprio Delehaye assinala que a referida paixão é uma mera fantasia e que não existe prova alguma de que um mártir chamado Gregório tenha sido honrado em Espoleto durante os primeiros séculos. Uma das cópias da paixão caiu nas mãos de Ado, que inscreveu a nota correspondente no Martirológio Romano. Em Études sur les Gesta Martyrum Romains, vol. III, pp. 98-100, de Dufourcq, encontram-se alguns comentários sobre essas atas."1




Santas Tarsila e Emiliana
Santas Tarsila e Emiliana

Gordiano, o regionário, pai de São Gregório Magno, teve três irmãs que levaram uma vida ascética de reclusão religiosa em sua casa. Os nomes das tias de São Gregório eram: Tarsila, a mais velha, Emiliana e Gordiana. Com mais força do que o vínculo do sangue, unia Tarsila e Emiliana o fervor de seus corações e sua caridade comum. Viviam na casa que havia sido de seu pai, no Clivus Scauri, como em um mosteiro, e umas às outras se alentavam nas práticas da virtude pela palavra e pelo exemplo, de modo que fizeram grandes progressos na vida espiritual. Gordiana uniu-se a elas, mas não tardou a cansar-se do silêncio e do retiro, sentiu-se inclinada a adotar outro gênero de vida e casou-se com seu tutor. Tarsila e Emiliana perseveraram no caminho que haviam escolhido, contentes na paz de seu retiro e na entrega de seu amor a Deus, até que foram chamadas a receber a recompensa de sua fidelidade. São Gregório nos diz que Tarsila gozou da graça de uma visão de seu bisavô, o Papa São Félix II (III), que lhe mostrou o lugar que lhe estava destinado no Céu, com estas palavras: “Vem, que eu te receberei nestas moradas de luz”. Pouco depois dessa experiência, Tarsila caiu gravemente enferma e, enquanto seus amigos e parentes rodeavam seu leito de morte, começou a gritar: “Afastai-vos! Para trás, para trás! Já vem Jesus, meu Salvador!”. Com essas palavras exalou o último suspiro e entregou a alma a Deus na véspera do Natal. Quando foi amortalhada, descobriu-se que em seus joelhos e em seus cotovelos tinha calos tão grossos e endurecidos “como os de um camelo”, devido às contínuas orações que fazia ajoelhada e apoiada em um reclinatório. Poucos dias após sua morte, apareceu em sonho a Emiliana e a chamou para celebrarem juntas a Epifania no Céu. De fato, Emiliana morreu em 5 de janeiro do ano seguinte. As duas santas irmãs são nomeadas nos respectivos dias de sua morte no Martirológio Romano.


São Gregório Magno fala de suas tias não somente em seus Diálogos (lib. IV, cap. XVI), mas também em uma homilia (ver Migne, PL. vol. LXXVI, col. 1291). Cf. Dudden, St Gregory the Great, vol. I, pp. 10-11, e Dunbar, em Dict. of Saintly Women, vol. II, p. 242.2



Referências:


1. Butler, Alban. Vida dos Santos, vol. 4, pp. 602-603.

2. Ibid. pp. 603-604.



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O sofrimento de Jesus na Cruz nos ensina a suportar com paciência
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- Santo Afonso MARIA
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