top of page

Vida de São Filogônio de Antioquia e São Domingos de Silos (20 de dezembro)



AVISO: Hoje é sábado, dia de jejum e abstinência de carne (Quatro-Têmporas)




São Filogônio de Antioquia
São Filogônio de Antioquia

São Filogônio estudou leis e distinguiu-se muito por sua eloquência, integridade e habilidade para fazer com que “os acusados fossem mais fortes que os acusadores”. Era ainda leigo, era casado e tinha uma filha, quando foi eleito bispo de Antioquia, por ocasião da morte de Vidal, no ano 319. São João Crisóstomo fala do estado florescente dessa diocese nos tempos de Filogônio, o que prova que era um apóstolo zeloso e um administrador excelente. Nas perseguições de Maximino e Licínio, São Filogônio confessou a fé e esteve preso. A festa de Filogônio foi celebrada em Antioquia em 20 de dezembro do ano 386; por essa ocasião, São João Crisóstomo pronunciou um panegírico, mas falou pouco das virtudes do santo, porque queria deixar matéria ao bispo Flaviano, que iria falar depois dele.


São João Crisóstomo fala em termos comoventes da paz de que goza o santo em um mundo no qual não há problemas nem paixões desordenadas, em que não existem as frias palavras “meu e teu”, das quais nascem as guerras no mundo, as discórdias nas famílias e a desordem, a inveja e a malícia nos indivíduos. São Filogônio havia renunciado tão completamente ao mundo que, já nesta vida, recebeu o prêmio do espírito de Cristo em toda a sua perfeição. A alma deve aprender neste mundo a possuir o espírito dos bem-aventurados e a praticá-lo, se realmente quer reinar com eles na vida futura. A alma precisa familiarizar-se neste mundo com os mistérios da graça e com a prática do amor e do louvor a Deus. Como diz São Macário, nem mesmo os reis da terra permitem que se aproximem deles aqueles que ignoram os modos e costumes do palácio.


Nossa única fonte é um sermão de Crisóstomo; pode ser visto em Migne, PG, vol. XLVIII, pp. 747-756. Sobre o crédito que merecem os panegíricos, veja-se Delehaye, Les Passions des Martyrs et les Genres Littéraires (1921), c. 11, pp. 183-235.1




São Domingos entronizado como Abade por Bartolomé Bermejo (século XV)
São Domingos entronizado como Abade por Bartolomé Bermejo (século XV)

Domingos nasceu no início do século XI, em Cañas de Navarra, nos Pireneus espanhóis. Seus pais eram camponeses. O futuro santo viveu algum tempo como eles, cuidando do gado de seu pai nos vales. O pastoreio desenvolveu nele o gosto pela solidão e pelo silêncio, de modo que Domingos logo ingressou no mosteiro de São Millán de la Cogolla, no qual fez grandes progressos; com efeito, confiaram-lhe várias obras de reforma e foi eleito superior. No exercício de seu cargo, entrou em conflito com seu soberano, Garcia III de Navarra, por ter-se recusado a entregar-lhe certas posses do mosteiro, que ele reclamava. Finalmente, Garcia expulsou Domingos e outros dois monges.


Fernando I de Castela acolheu-os de braços abertos e enviou-os ao mosteiro de São Sebastião de Silos, do qual Domingos foi eleito abade. Esse mosteiro situava-se numa região remota e estéril da diocese de Burgos e encontrava-se em decadência material e espiritual. São Domingos conseguiu conter a decadência; pouco a pouco, o mosteiro começou a progredir e chegou a tornar-se um dos mais famosos da Espanha. São Domingos realizou muitos milagres durante sua vida; segundo se diz, não havia enfermidade que suas orações não pudessem curar. O Martirológio Romano repete a lenda segundo a qual trezentos cristãos escravizados pelos mouros obtiveram a liberdade invocando São Domingos. Este morreu em 20 de dezembro de 1073.


Fernando acolhe São Domingos de Silos, por Martín Bernat e Bartolomé Bermejo (1477–1479)
Fernando acolhe São Domingos de Silos, por Martín Bernat e Bartolomé Bermejo (1477–1479)

Os dominicanos celebram particularmente São Domingos de Silos porque, segundo a tradição, noventa e seis anos após sua morte, ele apareceu à Beata Joana de Aza, que havia feito uma peregrinação de Caleruega ao seu santuário, e prometeu-lhe que teria outro filho, que não foi outro senão o fundador da Ordem dos Pregadores. A criança recebeu o nome de Domingos, em honra do santo abade de Silos. Até a guerra civil de 1931, o abade de Silos costumava levar ao palácio real o báculo de São Domingos quando a rainha ia dar à luz, e o deixava junto ao leito da soberana até depois do parto.


Existe uma biografia escrita por um monge chamado Grimaldo, que afirma ter sido contemporâneo do santo. Foi publicada, com algumas omissões de pouca importância, em Mabillon, vol. VI, pp. 299-320. A biografia em verso de Gonzalo de Berceo (editada por J. D. Fitzgerald em 1904), escrita por volta de 1240, acrescenta poucos dados, mas é talvez a mais antiga composição castelhana em verso. Os historiadores interessaram-se muito por São Domingos desde que foram descobertos os tesouros bibliográficos da biblioteca de Silos. Veja-se, por exemplo, M. Férotin, Histoire de l’Abbaye de Silos (1897); A. Andrés, no Boletín de la Real Academia Española, vol. IV (1917), pp. 172-194 e 445-458; L. Serrano, El Obispado de Burgos y Castilla Primitiva (1935), vol. II; e a breve biografia de E. Alcocer (1925).2



Referências:


1. Butler, Alban. Vida dos Santos, vol. 4, p. 592.

2. Ibid. pp. 593-594.



REZE O ROSÁRIO DIARIAMENTE!

Comentários


  • Instagram
  • Facebook
  • X
  • YouTube
linea-decorativa

“O ROSÁRIO
é a ARMA
para esses tempos.”

- Padre Pio

 

santa teresinha com rosas

“Enquanto a modéstia não
for colocada
em prática a sociedade vai continuar
a degradar,

a sociedade

fala o que é

pelasroupas

que veste.

- Papa Pio XII

linea-decorativa
jose-de-paez-sao-luis-gonzaga-d_edited.j

A castidade
faz o homem semelhante
aos anjos.

- São Gregório de Nissa

 

linea-decorativa
linea-decorativa
São Domingos

O sofrimento de Jesus na Cruz nos ensina a suportar com paciência
nossas cruzes,

e a meditação sobre Ele é o alimento da alma.

- Santo Afonso MARIA
de Ligório

bottom of page