Festa da Visitação da Santíssima Virgem Maria (2 de julho)
- 2 de jul.
- 3 min de leitura
![A Visitação da Virgem [Maria], por Jean Jouvenet](https://static.wixstatic.com/media/a41ba1_1b1078a0d1b145b5903f1876ac2cd22a~mv2.jpg/v1/fill/w_980,h_690,al_c,q_85,usm_0.66_1.00_0.01,enc_avif,quality_auto/a41ba1_1b1078a0d1b145b5903f1876ac2cd22a~mv2.jpg)
A VISITAÇÃO DA SANTÍSSIMA VIRGEM MARIA A SANTA ISABEL
Na Anunciação, o arcanjo São Gabriel disse à Mãe de Deus que sua prima Santa Isabel havia concebido e se encontrava no sexto mês da gravidez. Nossa Senhora, sem falar a ninguém da altíssima dignidade a que fora elevada pela Encarnação do Verbo de Deus em seu seio, partiu cheia de júbilo e gratidão para felicitar a mãe do Batista. São Lucas diz: “Maria partiu apressadamente para uma cidade das montanhas de Judá. E, entrando na casa de Zacarias, saudou Isabel.” A Mãe de Deus foi visitar sua prima porque a companhia dos verdadeiros servos de Deus é sempre proveitosa, pois o exemplo de seu silêncio fortalece a vontade e ilumina o entendimento. A viagem da Santíssima Virgem é um exemplo maravilhoso de humildade. Ela, que era a Mãe de Deus e havia sido elevada acima de todas as criaturas, longe de se envaidecer por sua altíssima dignidade, vai visitar humildemente a mãe do servidor de seu Filho; o Redentor digna-se ir até aquele que O havia de preceder em sua carreira mortal. Movida pela caridade, Maria não se deteve diante das dificuldades e perigos da viagem de Nazaré, na Galileia, até o sul das montanhas da Judeia. Ao chegar à casa de Zacarias, entrou e saudou Isabel. Ao ouvir a voz de Maria, Isabel recebeu a plenitude do Espírito Santo pela ação do Filho de sua prima. Imediatamente, o filho que levava em seu ventre foi santificado e estremeceu de alegria. Se Abraão e todos os profetas se alegraram apenas ao prever o dia distante em que o Redentor viria ao mundo, não é de estranhar que João Batista tenha estremecido de gozo no ventre de sua mãe ao encontrá-Lo em presença. Naquele instante mesmo, o filho de Isabel foi purificado do pecado original e cheio da graça santificante. Tornado profeta, adorou o Messias antes mesmo de nascer.

Isabel ficou cheia do Espírito Santo; por sua luz, compreendeu o mistério da Encarnação operado em Maria e a chamou bendita entre as mulheres; sobretudo chamou bendito Aquele por cuja Encarnação Maria havia sido santificada e que era a fonte de todas as graças. Isabel exclamou ainda: “Donde me vem que a Mãe de meu Senhor venha a mim?” Isabel, que era estéril, concebera por um milagre de Deus; mas Maria, que era virgem, concebera pela ação do Espírito Santo. Isabel concebera o maior dos profetas, mas Maria concebera o Filho do Eterno Pai, Deus como Ele. João Batista empregaria expressões semelhantes quando Cristo foi pedir-lhe o batismo. Com a mesma humildade e confusão deveríamos nós receber todas as graças de Deus, especialmente as dos sacramentos. Isabel chamou Maria de Mãe de seu Senhor, ou seja, Mãe de Deus, e afirmou que se cumpririam nela e em seu Filho as predições dos profetas. Maria respondeu a esses louvores com as palavras do “Magnificat”, que constituem a mais perfeita ação de graças pela Encarnação do Filho de Deus e o mais belo testemunho da humildade da Virgem. No “Magnificat”, Maria louva a Deus com todas as potências do seu ser e atribui a Ele toda a glória.
Os franciscanos começaram a celebrar esta festa no século XIII; em 1389 ela foi estendida a toda a Igreja do Ocidente. No Oriente, só a celebram os católicos orientais, os maronitas e os malabares. Sobre a celebração litúrgica, veja-se F. G. Holweck, Calendarium festorum Dei et Dei Matris (1925), pp. 213-214.1
Referências:
1. Butler, Alban. Vida dos Santos, vol. 2, pp. 5-6.






















Comentários