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Festa de Nossa Senhora Rainha do Céu (31 de maio)

  • há 2 dias
  • 4 min de leitura

Coroação da Virgem Maria, por Diego Velázquez (1599–1660).
A Coroação da Virgem, por Gentile da Fabriano (1370–1427)

VIRGEM MARIA RAINHA DO CÉU


Maria rainha, como Mãe do Homem-Deus, Rei do universo por direito de natureza e por mérito de conquista, é Rainha-Mãe. A dignidade real de Maria recebeu o mais insigne tributo de homenagem e a mais ampla e convincente justificação teológica por boca dos Sumos Pontífices.


Leão XIII venerou a Virgem Maria, com todo o povo cristão, elevada acima da glória de todos os santos, coroada de estrelas por seu divino Filho, sentada ao lado d’Ele, Rainha e Senhora do universo.” (Encíclica Iucunda Semper, 8 de setembro de 1894). Investigando, a seguir, em sua vida os títulos e méritos de tão universal soberania, que une Mãe e Filho no império espiritual do mundo, escreveu o Papa:


“Eleita para ser Mãe, não hesita em proclamar-se e confessar-se serva do Senhor. E, como prometera santamente, assim santamente e prontamente estabelece, desde esse momento, uma perpétua comunhão de vida com seu Filho Jesus, tanto nas alegrias como nas dores. Deste modo, ela se eleva a tais alturas de glória que nenhum anjo jamais poderá alcançar, pois ninguém poderá igualar-se a Ela, nem em virtude, nem em méritos. Por isso, pertence a Ela a coroa do Céu e, por tornar-se Rainha dos mártires, também a coroa da Terra. Assim, na cidade celeste de Deus estará sentada no trono, coroada por toda a eternidade ao lado de seu Filho, porque constantemente, durante toda a sua vida, mas de modo especial no Calvário, bebeu com Ele o cálice transbordante de amargura.” (Encíclica Magnae Dei Matris, 8 de setembro de 1892).


Coroação de Nossa Senhora pela Santíssima Trindade
Coroação de Nossa Senhora pela Santíssima Trindade

Pio XII não foi menos generoso nos louvores à celeste Senhora quando afirma:


Todos sabem que, assim como Jesus Cristo é Rei universal, Senhor dos senhores, e tem em suas mãos o destino dos indivíduos e dos povos, da mesma forma, sua santa Mãe, honrada por todos os fiéis como Rainha do mundo, possui junto d’Ele o maior poder de intercessão. (Carta apostólica Dum Saeculum, 15 de abril de 1942).


Comparando, em outro lugar, a realeza da Mãe e do Filho, observa sabiamente:


“Jesus é Rei dos séculos, por natureza e por conquista; Maria é Rainha subordinadamente a Ele, por graça, por parentesco divino, por conquista, por singular eleição. Seu reino é tão vasto quanto o Reino de seu Filho-Deus, pois nada está excluído de seu domínio. Por isso, a Igreja saúda Maria como Senhora e Rainha dos Anjos e dos Santos, dos Patriarcas e dos Profetas, dos Apóstolos e dos Mártires, dos Confessores e das Virgens; pelo mesmo motivo, a aclama como Rainha do Céu e da Terra, gloriosa e digníssima Rainha do universo, e nos convida a invocá-la, de dia e de noite, entre os gemidos e lágrimas abundantes deste desterro: Salve Regina, Mater misericordiae, vita, dulcedo, spes nostra, salve.” (Discurso radiofônico, 13 de maio de 1946).


Bastam essas afirmações autorizadas dos Pontífices Romanos, fiéis depositários e intérpretes infalíveis da divina revelação, para nos assegurarmos de que a realeza de Maria, embora ainda não definida como dogma de fé, é, todavia, uma verdade certíssima, e seria ao menos temerário e escandaloso colocá-la em dúvida.


A Coração da Virgem Maria pela Santíssima Trindade, por Peter Paul Rubens (1577–1640)
A Coração da Virgem Maria pela Santíssima Trindade, por Peter Paul Rubens (1577–1640)

Essa certeza recebeu novo selo quando o Pontífice Romano Pio XII, como digna coroação do Congresso Internacional Mariológico-Mariano e para perpétua e mais viva recordação do primeiro centenário da definição da Imaculada Conceição, proclamou, na Encíclica Ad Caeli Reginam (11 de outubro de 1954), a festividade litúrgica da Realeza de Maria.


O sentido, o fundamento teológico e o fim dessa proclamação, além de terem sido expostos na referida Encíclica, foram novamente ilustrados, na Alocução de 1º de novembro de 1954, com estas memoráveis palavras:


“Não foi Nossa intenção introduzir qualquer novidade, mas sim fazer resplandecer aos olhos do mundo, nas atuais circunstâncias, uma verdade capaz de trazer remédio aos seus males, de libertá-lo de suas angústias e orientá-lo para o caminho da salvação que ele mesmo anseia. Ainda menos que a realeza de seu Filho, a realeza de Maria deve ser concebida por analogia com as realidades da vida política moderna. Indubitavelmente, não podemos representar as maravilhas do Céu senão por meio das palavras e expressões, tão imperfeitas, da linguagem humana; mas isso não significa, de forma alguma, que, para honrar Maria, devamos aderir a uma concreta estrutura política. A realeza de Maria é uma realidade ultraterrena, que, ao mesmo tempo, penetra até o mais íntimo dos corações e os toca em sua essência profunda, isto é, naquilo que têm de espiritual e de imortal. A origem das glórias de Maria, o momento solene que ilumina toda a sua pessoa e missão, é aquele no qual, cheia de graça, respondeu ao arcanjo Gabriel com o Fiat [faça-se], que expressava seu consentimento à disposição divina; desse modo, Ela tornava-se Mãe de Deus e Rainha, recebendo o ofício régio de velar pela unidade e pela paz do gênero humano. Por Ela temos a firme confiança de que a humanidade se encaminhará, pouco a pouco, por esse caminho de salvação; Ela guiará os chefes das nações e os corações dos povos à concórdia e à caridade.”1


Ver também na Enciclopédia Mariana o artigo Theotókos.



Referências:


1. Butler, Alban. Vida dos Santos, vol. 2, pp. 412-413.



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“O ROSÁRIO
é a ARMA
para esses tempos.”

- Padre Pio

 

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Enquanto a modéstia não
for colocada
em prática a sociedade vai continuar
a degradar,

a sociedade

fala o que é

pelasroupas

que veste.

- Papa Pio XII

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A castidade
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aos anjos.

- São Gregório de Nissa

 

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São Domingos

O sofrimento de Jesus na Cruz nos ensina a suportar com paciência
nossas cruzes,

e a meditação sobre Ele é o alimento da alma.

- Santo Afonso MARIA
de Ligório

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