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Vida de São Bráulio de Saragoça e São Cástulo, mártir (26 de março)

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São Cástulo, mártir
São Cástulo, mártir

Durante o reinado de Diocleciano, o Papa São Caio esteve grandemente preocupado com a segurança dos cristãos em Roma. Certas atas legendárias nos contam que Cástulo, um zeloso cristão que era camareiro do imperador, ofereceu-se para organizar tudo o necessário para que se realizassem serviços religiosos no próprio palácio do imperador, já que esse lugar não se prestava a investigações; e mais ainda, Cástulo abrigou os cristãos em sua própria casa, anexa ao palácio, e lhes proporcionou um lugar para suas reuniões. Não satisfeito em servir assim à Igreja, ele e seu amigo Tibúrcio percorreram Roma convertendo homens e mulheres ao cristianismo e levando-os ao Papa para que fossem batizados.


Posteriormente, foi traído por um cristão apóstata chamado Torquato. Levado diante de Fabiano, prefeito da cidade, foi cruelmente atormentado e depois lançado em um fosso e coberto com areia. Um cemitério e uma igreja na Via Labicana levam o nome de São Cástulo.


Ainda que as Atas de São Cástulo, publicadas no Acta Sanctorum (março, vol. III), não tenham valor histórico [?] e estejam parcialmente plagiadas [?] das de São Sebastião, não há razão para duvidar da existência histórica do mártir e de que seus restos foram sepultados na catacumba que leva seu nome. A frágil natureza da pedra arenítica desse cemitério, que facilmente se desmorona, pode ter alguma relação com o que se relata sobre a forma como o mártir morreu. Ver Leclercq em DAC., vol. I, cc. 2372-2375.1




Retrato de São Braúlio de Saragoça, por Bartolomé Bermejo.
Retrato de São Braúlio de Saragoça, por Bartolomé Bermejo.

Um dos mais promissores alunos do colégio fundado em Sevilha por Santo Isidoro foi um jovem de nobre origem chamado Bráulio, que chegou a ser um estudante tão destacado que Isidoro o considerava mais como amigo do que como aluno e costumava enviar-lhe seus próprios escritos para que os corrigisse e revisasse.


Bráulio preparou-se para o sacerdócio, recebeu a ordenação e, em 631, quando a sede da cidade de Saragoça ficou vacante com a morte de seu irmão, o bispo João, os prelados das dioceses vizinhas reuniram-se para eleger um sucessor e sua escolha recaiu sobre Bráulio. Diz-se que foram ajudados em sua eleição pela aparição de um globo de fogo que repousou sobre sua cabeça, enquanto uma voz pronunciava estas palavras: “Este é meu servo a quem eu escolhi e em quem repousa meu espírito”.


Como pastor, São Bráulio trabalhou zelosamente para ensinar e encorajar seu rebanho e, ao mesmo tempo, para extirpar a heresia ariana que continuava florescendo, mesmo depois da conversão do rei Recaredo. Manteve-se em estreito contato com Santo Isidoro, a quem ajudou em sua tarefa de restaurar a ordem da Igreja e regularizar a disciplina eclesiástica. Uma pequena parte da correspondência entre os santos foi conservada até nossos dias. Tão grande era a eloquência de São Bráulio e seu poder de persuasão que alguns de seus ouvintes asseguravam ter visto o Espírito Santo em forma de pomba repousar sobre seu ombro e comunicar-lhe ao ouvido a doutrina que ele pregava ao povo.


Participou do quarto Concílio de Toledo, que foi presidido por seu amigo e mestre Santo Isidoro, e também interveio no quinto e no sexto. Este último concílio lhe confiou escrever uma resposta ao Papa Honório II, que havia acusado os bispos espanhóis de negligência no cumprimento de seus deveres. Sua defesa foi digna e convincente.


São Bráulio de Saragoça e Santo Isidoro de Sevilha. Do 'Isidori libri originum'
São Bráulio de Saragoça e Santo Isidoro de Sevilha. Do 'Isidori libri originum'

Os deveres do bom bispo não o impediram de exercer constantemente seu ministério em sua igreja catedral e na de Nossa Senhora do Pilar, onde passava muitas horas do dia e da noite em oração. Aborrecia toda espécie de luxo: suas roupas eram ásperas e simples, sua comida modesta e sua vida austera. Sendo um eloquente pregador e agudo conversador, convencia pela força de seus argumentos e por sua absoluta sinceridade. Sua generosidade para com os pobres foi igualada apenas pelo terno cuidado que tinha de seu rebanho. Os últimos dias de sua vida foram obscurecidos pela perda gradual da visão, prova muito dura para qualquer pessoa, mas especialmente para um homem tão afeito aos livros. Ao aproximar-se o fim, ele percebeu e, no último dia de sua vida, passou recitando os Salmos. Segundo uma lenda, que, no entanto, parece ser relativamente moderna, uma música celestial ressoou no quarto mortuário e ouviu-se uma voz que dizia: “Levanta-te, meu amigo, e vem comigo”. O santo, como despertando de um sono, respondeu com seu último suspiro: “Vou, Senhor, estou pronto”.


Estátua de São Bráulio na Basílica de Nuestra Señora del Pilar, em Saragoça
Estátua de São Bráulio na Basílica de Nuestra Señora del Pilar, em Saragoça

Dos escritos de São Bráulio temos a vida de São Emiliano, com um poema em sua honra, quarenta e quatro cartas que foram descobertas em Leão, no século XVIII e que lançaram grande luz sobre a Espanha visigótica, assim como um elogio de Santo Isidoro e um catálogo de suas obras. Diz-se que completou alguns escritos que Santo Isidoro deixou inacabados e é, quase com certeza, o autor das Atas dos Mártires de Saragoça. São Bráulio é o santo padroeiro de Aragão e um dos mais famosos santos espanhóis.


Ver o Acta Sanctorum, março, vol. II; Flórez, España Sagrada, vol. XXX, p. 305 ss.; Gams, Kirchengeschichte Spaniens, vol. II, pt. 2, pp. 145-149; DTC, vol. II, cc. 1123 ss.; DHC., vol. X, cc. 441 ss.; e C. H. Lynch, St. Braulio (1938). Mas a obra indispensável é a edição crítica das cartas do santo por J. Madoz, publicada em Madrid em 1941.2



Referências:


1. Butler, Alban. Vida dos Santos, vol. 1, pp. 656-657.

2. Ibid. pp. 657-658.



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