Vida de Santa Sabina de Roma e São Medérico de Autun (29 de agosto)
- 29 de ago. de 2025
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Atualizado: há 1 dia

Viúva de Valentinus e filha de Herodes Metallarius, sofreu martírio por volta do ano 126. De acordo com os Atos do martírio, que, no entanto, não têm valor histórico, ela viveu em Roma e foi convertida ao cristianismo por sua escrava Serapia. Serapia foi morta por sua fé e, mais tarde, no mesmo ano, Sabina sofreu martírio. Em 430, suas relíquias foram trazidas para o Aventino, onde uma basílica, que é muito interessante na história da arte, é chamada em honra de Santa Sabina. Originalmente, a igreja foi dedicada a ambas as santas. A festa de Santa Sabina é celebrada em 29 de agosto.
Delehaye, em CMH., pp. 475-476, discute o caso de Santa Sabina e cita as opiniões divergentes de De Rossi, J. P. Kirsch, Lanzoni e outros. A paixão da santa pode ser consultada em Acta Sanctorum, agosto, vol. VI.1

São Medérico nasceu em Autun no século VII. Desde jovem compreendeu que o fim da vida humana é a salvação e a santificação. Assim, ingressou em tenra idade num mosteiro, provavelmente no de São Martinho de Autun. Nele havia cinquenta e quatro austeros monges, cuja fervorosa vida regular edificava toda a região. Em tão boa companhia, Medérico progrediu na virtude e na escrupulosa observância da regra. Eleito abade muito contra sua vontade, precedia pelo exemplo os seus súditos, pois era “o primeiro no cumprimento do dever”. A fama de sua santidade atraiu sobre ele os olhares dos homens. Logo começaram a vir pessoas de todas as partes para consultá-lo. Como isso lhe trouxesse demasiadas distrações e tentações de vaidade, o santo renunciou ao cargo e retirou-se durante algum tempo para a floresta, a uns cinco quilômetros de Autun. Arrancava o sustento da terra com o suor de seu rosto e encontrava suas delícias numa solidão que lhe permitia consagrar-se inteiramente à contemplação e ao trabalho. Mas o povo não tardou em descobrir seu retiro e uma enfermidade o obrigou a retornar ao mosteiro. Ali passou algum tempo, edificando e ajudando seus irmãos a progredirem na virtude. Já idoso, abandonou novamente o mosteiro para fazer uma peregrinação ao santuário de São Germano de Autun, em Paris. Estabeleceu-se na cidade, com um companheiro chamado Frodulfo, numa pequena cela contígua à capela de São Pedro, no norte da cidade. Após dois anos e nove meses de uma penosa enfermidade, que suportou com admirável paciência, morreu pacificamente no ano 700.
Em Mabillon e no Acta Sanctorum, agosto, vol. vi, há uma biografia latina, bastante sóbria no que se refere aos milagres do santo.1
Referências:
1. Löffler, Klemens. “St. Sabina.” The Catholic Encyclopedia, vol. XIII. New York: Robert Appleton Company, 1912. Nihil Obstat, 1º de fevereiro de 1912; Imprimatur, + John Cardinal Farley
2. Butler, Alban. Vida dos Santos, vol. 3, p. 443.






















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