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Vida de São Saturnino de Toulouse e São Saturnino, Mártir (29 de novembro)





O Martírio de São Saturnino. (Altar de São Saturnino na Basílica dos Santos João e Paulo).
O Martírio de São Saturnino. (Altar de São Saturnino na Basílica de São João e São Paulo).

A Igreja do Ocidente comemora hoje este mártir, mas tudo o que sabemos sobre ele se reduz ao que contam as falsas “atas” do Papa São Marcelo I. O Martirológio Romano diz:


“Em Roma, na Via Salária, o nascimento para o céu do ancião Saturnino e do diácono Sisínio, que foram martirizados no tempo do imperador Maximiano. Depois de enfraquecê-los com uma longa prisão, o prefeito da cidade mandou que fossem torturados no potro, golpeados com varas e flagelos e queimados com brasas. Finalmente, foram decapitados.


O Papa São Dâmaso escreveu, em um epitáfio, que São Saturnino era um sacerdote cartaginês que havia ido a Roma. Certamente foi sepultado no cemitério de Traso, na nova Via Salária.


A paixão do Papa Marcelo, da qual deriva a lenda de Saturnino e Sisínio, pode ser vista no Acta Sanctorum, janeiro, vol. II, e também em Surio, etc. O problema é discutido em CMH., pp. 626-627. Uma basílica da Via Salária, que provavelmente estava dedicada a São Saturnino, incendiou-se no tempo de Félix III (IV), c. 528; mas foi reconstruída e restaurada pelos Papas Adriano e Gregório IV, nos séculos VIII e IX respectivamente, como consta no Liber Pontificalis.1




Vitral representando o martírio de São Saturnino de Toulouse na Igreja de Saint-Aignan, em Chartres
Vitral representando o martírio de São Saturnino de Toulouse na Igreja de Saint-Aignan, em Chartres

Venera-se São Saturnino como evangelizador e primeiro bispo de Toulouse. Fortunato diz que ele converteu muitos idólatras com sua pregação e milagres. Supõe-se que pregou aquém e além dos Pireneus. O autor de sua “paixão”, que data de antes do século VII, relata que o santo reunia os fiéis de Toulouse numa pequena igreja e observa que o principal templo da cidade estava situado entre essa igreja e a casa do santo.


Os oráculos costumavam falar no templo, mas durante muito tempo tinham permanecido mudos, e os pagãos atribuíram aquele silêncio à presença do bispo cristão. Assim, os sacerdotes se apoderaram dele um dia, quando o santo passava diante do templo, e o arrastaram para o interior. Ali o advertiram de que, se não aplacasse os deuses oferecendo-lhes sacrifícios, ele mesmo seria sacrificado. Saturnino replicou:


Eu adoro um só Deus e somente a Ele oferecerei sacrifício de louvor. Os vossos deuses são maus e se comprazem mais no sacrifício de vossas almas do que no de vossos touros. Como hei de temê-los, se vós mesmos reconheceis que tremem diante de um cristão?”

Os infiéis, enfurecidos com essa resposta, ataram o santo pelos pés a um touro que ia ser sacrificado e incitaram o animal para que saísse correndo colina abaixo. Os miolos do mártir ficaram espalhados pela ladeira. O touro continuou arrastando o corpo até que a corda se rompeu. Os restos de Saturnino ficaram abandonados diante das portas da cidade até que duas mulheres os esconderam num fosso. Mais tarde, as relíquias foram trasladadas para a grande igreja de São Saturnino. A igreja que se ergue no local em que o touro parou ainda se chama “Taur”. Mais tarde, a lenda embelezou a vida do santo, dizendo que ele tinha sido enviado à Gália pelo Papa Clemente ou pelos próprios Apóstolos.


O martírio de São Saturnino por Jean-Louis Bézard (Igreja de Notre-Dame du Taur)
O martírio de São Saturnino por Jean-Louis Bézard (Igreja de Notre-Dame du Taur)

Por estranho que pareça, Ruinart incluiu a paixão de São Saturnino em seus Acta Sincera. Delehaye estuda no CMH todos os pontos importantes. São Gregório de Tours menciona mais de uma vez São Saturnino e sua basílica de Toulouse, e é evidente que tinha diante dos olhos o texto da paixão do mártir. Tanto Venâncio Fortunato como Sidônio Apolinário honram o santo bispo e fazem eco ao relato lendário de seu martírio. Os calendários moçárabes também comemoram o santo no dia de hoje. Veja-se Duchesne, Fastes Episcopaux, vol. 1, p. 26 e pp. 306-307.2



Referências:


1. Butler, Alban. Vida dos Santos, vol. 4, p. 441.

2. Ibid. pp. 441-442.



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