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Festa de Nossa Senhora Auxiliadora (24 de maio)

  • 24 de mai. de 2025
  • 4 min de leitura

Nossa Senhora Auxiliadora dos Cristãos, na Basílica de Nossa Senhora Auxiliadora, em Turim, Itália
Nossa Senhora Auxiliadora dos Cristãos, na Basílica de Nossa Senhora Auxiliadora, em Turim, Itália

MARIA SANTÍSSIMA, NOSSA SENHORA AUXILIADORA (1814 d.C.)


Na data de hoje, a Igreja comemora, mais uma vez, a Santíssima Virgem sob a invocação de Maria, Auxílio dos Cristãos. A devoção a essa festividade, instituída no início do século passado pelo Papa Pio VII, foi crescendo constantemente e atingiu seu maior desenvolvimento — que perdura até nossos dias — quando Dom Bosco reuniu uma numerosa e entusiástica juventude feminina em colégios, liceus e na congregação religiosa de Maria Auxiliadora.


A história do estabelecimento da festa de Maria Auxiliadora não poderia ser mais comovente e edificante. A Revolução Francesa tinha dado um duro golpe na Igreja e desorganizado completamente a religião cristã. Em 1799, o jovem e valente Napoleão Bonaparte derrubou o Diretório, assumiu o governo, pôs fim à Revolução e dedicou todos os seus esforços a apaziguar os ânimos e reorganizar a sociedade. Como Napoleão estava profundamente convencido da influência benéfica da religião cristã sobre os povos, desde o início de seu governo decidiu restabelecer o catolicismo na França. Revogou as leis revolucionárias de proscrição, permitiu que os sacerdotes voltassem às suas igrejas, devolveu aos bispos suas catedrais, paróquias e seminários, e firmou com o Papa Pio VII um concordato para regular permanentemente os assuntos eclesiásticos. Com essas medidas, a França voltou a ser, em pouco tempo, um país florescente, próspero e cada vez mais poderoso.


Nossa Senhora Auxiliadora
Nossa Senhora Auxiliadora

Ao mesmo tempo, porém, Napoleão, embriagado por seus triunfos e arrastado por sua ambição desmedida, exigiu do Papa certas coisas que o chefe da Igreja não podia conceder — como, por exemplo, anular o legítimo matrimônio de um irmão do imperador ou fechar os portos dos Estados Pontifícios aos ingleses, suecos e russos. Às pretensões desses emissários, Pio VII respondeu com firmeza: “Somos o pai da cristandade e a ninguém trataremos como inimigo.”


Essa resposta foi suficiente para acender a ira de Napoleão, que enfureceu-se com a resistência do Pontífice e lançou-se contra o chefe da Igreja. Em 1809, Napoleão ocupou os Estados Pontifícios e, depois, teve a ousadia de apreender Pio VII. O Papa foi levado a Savona e, mais tarde, ao castelo de Fontainebleau, onde ficou como prisioneiro. Durante os cinco anos de cativeiro, o Papa dedicava diariamente uma parte especial de suas orações a Maria Santíssima, Auxílio dos Cristãos, para que protegesse a Igreja perseguida, desgovernada e desamparada.


Durante esse tempo, a sorte virou contra Napoleão, e após uma série de reveses militares, deu-se a queda do Império, no início de 1814. Foi justamente no castelo de Fontainebleau — onde o Papa estava preso — que Napoleão assinou sua abdicação. Ao Pontífice foram devolvidos os Estados Pontifícios e firmou-se um acordo que proclamava que “o poder espiritual recuperaria todos os seus direitos e a posição de que havia sido lançado pela conquista francesa”. No dia 24 de maio de 1814, Pio VII fez sua entrada triunfal em Roma, sob o dobrar dos sinos, aclamações entusiásticas da multidão e uma chuva de flores, para reassumir sua Sé.


São João Bosco encaminhando os jovens do Oratório para Nossa Senhora (Basílica de Maria Auxiliadora, Turim)
São João Bosco encaminhando os jovens do Oratório para Nossa Senhora (Basílica de Maria Auxiliadora, Turim)

Os anos de infortúnio e de prisão fortaleceram, em vez de esgotar, aquele homem já idoso, que deu mostras de uma energia, firmeza e decisão extraordinárias para reorganizar a Igreja e revitalizar a vida religiosa, tão abalada nos tempos revolucionários. Era necessário muito tempo, grande prudência e dedicação paciente para reintroduzir o catolicismo nos corações e na ordem social. No entanto, o velho Pio VII realizou essa obra colossal em tempo relativamente curto. Uma vez restabelecido na Cátedra de São Pedro, restaurou a Companhia de Jesus, reabriu seus colégios na Cidade Eterna; por meio de concordatas e acordos com reis e príncipes, restabeleceu dioceses suprimidas, reorganizou a Propaganda Fide, impulsionou a Propagação da Fé e, como por milagre, por volta de 1815, após a segunda e definitiva abdicação de Napoleão, quando o Papa deu asilo à família do imperador derrotado e exilado, a Igreja havia recuperado sua posição e seu poder espiritual. O Papa considerou isso um verdadeiro milagre da Santíssima Virgem, a quem tanto havia implorado em favor da Igreja. Foi então que Pio VII teve a feliz ideia de manifestar a gratidão de todo o mundo católico à Virgem Maria, sob a invocação de Auxílio dos Cristãos e, como um reconhecimento explícito da infalível proteção da Mãe de Deus — tantas vezes atestada por prodígios extraordinários — sobre a Igreja e seus filhos, em defesa da fé contra mouros, turcos, hereges, revolucionários e todos os inimigos declarados da cristandade, instituiu a festa de Maria Auxiliadora no dia 24 de maio, para perpetuar a memória de sua volta triunfal a Roma, após o cativeiro na França. Desde então, a festa de Maria Auxiliadora tornou-se um centro da devoção cristã, até nossos dias.1



ORAÇÃO A NOSSA SENHORA AUXILIADORA

- COMPOSTA POR SÃO JOÃO BOSCO


Ó Maria, Virgem poderosa,

Tu, grande e ilustre defensora da Igreja,

Tu, Auxílio maravilhoso dos cristãos,

Tu, terrível como exército ordenado em batalha,

Tu, que, só, destruíste toda heresia em todo o

mundo: nas nossas angústias, nas nossas lutas, nas

nossas aflições, defende-nos do inimigo; e na hora

da morte, acolhe a nossa alma no paraíso.

Amém.2



Referências:


Os dados para este artigo foram extraídos da História Universal de César Cantú, vol. VI, pp. 531–538, e da História da Igreja, dos Irmãos da Escola Cristã, pp. 321–323.


1. Butler, Alban. Vida dos Santos, vol. 2, pp. 263-264.

2. Galhardo, Pe. Antônio Carlos. A Devoção à Nossa Senhora Auxiliadora, p. 14.



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“O ROSÁRIO
é a ARMA
para esses tempos.”

- Padre Pio

 

santa teresinha com rosas

Enquanto a modéstia não
for colocada
em prática a sociedade vai continuar
a degradar,

a sociedade

fala o que é

pelasroupas

que veste.

- Papa Pio XII

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A castidade
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aos anjos.

- São Gregório de Nissa

 

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O sofrimento de Jesus na Cruz nos ensina a suportar com paciência
nossas cruzes,

e a meditação sobre Ele é o alimento da alma.

- Santo Afonso MARIA
de Ligório

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