Vida de Santa Maria Cleófas e Santa Cacilda de Toledo (9 abril)
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SANTA MARIA CLEÓFAS, MATRONA (Século I)

Santa Maria Cleófas, cujo nome aparece em primeiro lugar no Martirológio Romano no dia de hoje, não tem festa litúrgica universal, mas os passionistas e os latinos da Palestina a celebram. Parece que era esposa de um homem chamado Cleófas, que talvez se identifique com o Cleófas que acompanhou o Senhor a Emaús depois da Ressurreição. Os comentaristas da Escritura discutem qual das Marias mencionadas nos Evangelhos era Maria Cleófas. O Martirológio Romano diz simplesmente: “São João Evangelista a chama irmã de Maria, a Mãe de Deus, e afirma que estava com ela ao pé da cruz.” Mas não é impossível que a irmã da Mãe de Jesus, mencionada por São João (XIX, 25), tenha sido outra matrona cujo nome desconhecemos.
Naturalmente, a lenda adornou muito o nome de Maria Cleófas em épocas posteriores. Conta-se que acompanhou à Espanha São Tiago Maior, que morreu em Ciudad Rodrigo e que foi muito venerada em Santiago de Compostela. Outra lenda, não menos extravagante, conta que foi à Provença francesa com os Santos Lázaro, Maria Madalena e Marta, e que foi sepultada em Saint-Maries, perto da foz do Ródano.
Ver Acta Sanctorum, abril, vol. 1; Moroni, Dizionario di Erudizione, vol. XCIV, pp. 10-60; Vigouroux, Dictionnaire de la Bible, vol. IV, cc. 818-819; Durand, L'Enfance de Jésus-Christ (1908).1

Cacilda era filha de Aldemón, rei de Toledo, cruel inimigo dos cristãos. Enquanto seu pai enviava para a prisão os fiéis discípulos de Cristo e os deixava morrer em masmorras imundas, esta jovem virgem, cheia de compaixão por todos os que sofriam, levava alimentos aos desgraçados prisioneiros. O rei, seu pai, teve conhecimento disso e, furioso, quis vigiar sua filha para se certificar do que ouvira dizer. Mas nessa ocasião renovou-se o milagre do pão convertido em rosas que encontramos em outras vidas de santos. Assim, a jovem, autorizada a prosseguir seu caminho após o encontro com seu pai, viu que as flores voltavam a transformar-se em pão quando chegou à prisão.
Cacilda não era senão uma catecúmena que desejava ardentemente receber a graça do batismo. Deus permitiu que fosse atingida por uma doença incurável e lhe revelou, em uma visão, que recuperaria a saúde em Burgos, ao banhar-se no lago de São Vicente. Pediu a seu pai permissão para ir até lá. Este cedeu às suas insistentes súplicas, e a cura aconteceu. Cacilda, para manifestar sua gratidão, mandou construir perto do lago um oratório e um pequeno aposento onde, depois de receber o batismo, passou em retiro o resto de sua vida. Morreu santamente no ano de 1007.
Muitos milagres se realizaram em seu túmulo e seu culto se espalhou por toda a Espanha. Tamayo de Salazar inscreveu seu nome no Martirológio em 9 de abril, dia em que ocorreu a trasladação de suas relíquias para a igreja de Burgos.
Acta Sanctorum, 9 de abril.2
Referências:
1. Butler, Alban. Vida dos Santos, vol. 2, p. 58.
2. Ibid. p. 59.






















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