Vida de São Teodórico do Monte D'Or e São Galo de Clermont (1 de julho)
- 1 de jul. de 2025
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Teodórico nasceu no distrito de Reims. Seu pai era um homem de temperamento difícil. Tendo contraído matrimônio para agradar à família, Teodórico persuadiu sua esposa a renunciar aos direitos conjugais. Mais tarde, foi ordenado sacerdote na época de São Remígio e fundou uma comunidade religiosa no “Mont d'Or”, próximo a Reims. Teodórico tornou-se famoso pelas conversões que realizou, exortando os pecadores à penitência. Um de seus convertidos foi seu próprio pai, que perseverou em seus bons propósitos e morreu no mosteiro fundado pelo filho. Conta-se que São Teodórico curou milagrosamente o rei Teodorico I de uma doença nos olhos. Segundo a opinião mais comum, São Teodórico morreu em 1º de julho do ano 533.
Flodoardo escreveu no século X algumas páginas sobre São Teodórico. Existem, além disso, duas breves biografias latinas; podem ser vistas em Mabillon e nos Acta Sanctorum. Infelizmente, todas essas fontes são pouco fidedignas.1

Galo nasceu por volta do ano 486 em Clermont, na Auvérnia. Sua família era uma das mais distintas da região. O pai do santo dedicou grande cuidado à educação do filho. Quando este chegou à idade de se casar, propôs-lhe que desposasse a filha de um senador. Mas Galo, que já havia resolvido consagrar-se a Deus, fugiu da casa paterna e pediu para ser admitido no mosteiro de Cournon. O abade recusou-se a admiti-lo sem o consentimento do pai. Não se sabe como, o jovem conseguiu convencer seu pai e foi aceito na abadia. O bispo Quinciano, que não deixou de perceber as qualidades de Galo, ordenou-o diácono, fez dele membro do cabido da catedral e o enviou como seu representante à corte do rei. O jovem, que possuía uma voz extraordinária, passou a fazer parte do coro da capela de Teodorico I. Quinciano morreu por volta do ano 526, e Galo foi eleito para sucedê-lo no governo da diocese. A humildade, a caridade e o zelo do santo encontraram amplo campo de ação em seu novo encargo. A virtude característica de São Galo era a mansidão, como demonstram vários episódios.
Certa vez, um homem lhe deu um golpe na cabeça; o bispo não mostrou raiva nem ressentimento, mas com sua mansidão desarmou o agressor. Noutra ocasião, um certo Evódio, que havia deixado o senado para receber a ordenação sacerdotal, deixou-se levar pela ira e tratou seu bispo de forma desrespeitosa. São Galo não respondeu uma só palavra; simplesmente levantou-se da cátedra e saiu para visitar as igrejas da cidade. O fato comoveu tanto Evódio, que foi atrás do santo e lhe pediu perdão de joelhos, na rua.
Nos últimos anos de sua vida, São Galo dedicou-se especialmente à educação de seu sobrinho, que mais tarde se tornaria famoso com o nome de São Gregório de Tours.
Não se deve confundir este São Galo com seu famosíssimo homônimo irlandês que viveu quase um século mais tarde e deu nome a um dos cantões suíços. Os únicos dados que possuímos sobre este santo são os deixados por seu sobrinho, São Gregório de Tours, em seu tratado De vitiis patrum. O essencial encontra-se resumido nos Acta Sanctorum, julho, vol. I.2
Referências:
1. Butler, Alban. Vida dos Santos, vol. 3, pp. 1-2.
2. Ibid. p. 2.






















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