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Vida de Santa Maria Cleófas e Santa Cacilda de Toledo (9 abril)

  • há 22 horas
  • 3 min de leitura




Santa Maria de Cléofas na obra A Deposição da Cruz (1436), de Rogier van der Weyden
Santa Maria de Cléofas na obra A Deposição da Cruz (1436), de Rogier van der Weyden

Santa Maria Cleófas, cujo nome aparece em primeiro lugar no Martirológio Romano no dia de hoje, não tem festa litúrgica universal, mas os passionistas e os latinos da Palestina a celebram. Parece que era esposa de um homem chamado Cleófas, que talvez se identifique com o Cleófas que acompanhou o Senhor a Emaús depois da Ressurreição. Os comentaristas da Escritura discutem qual das Marias mencionadas nos Evangelhos era Maria Cleófas. O Martirológio Romano diz simplesmente: São João Evangelista a chama irmã de Maria, a Mãe de Deus, e afirma que estava com ela ao pé da cruz.” Mas não é impossível que a irmã da Mãe de Jesus, mencionada por São João (XIX, 25), tenha sido outra matrona cujo nome desconhecemos.


Naturalmente, a lenda adornou muito o nome de Maria Cleófas em épocas posteriores. Conta-se que acompanhou à Espanha São Tiago Maior, que morreu em Ciudad Rodrigo e que foi muito venerada em Santiago de Compostela. Outra lenda, não menos extravagante, conta que foi à Provença francesa com os Santos Lázaro, Maria Madalena e Marta, e que foi sepultada em Saint-Maries, perto da foz do Ródano.


Ver Acta Sanctorum, abril, vol. 1; Moroni, Dizionario di Erudizione, vol. XCIV, pp. 10-60; Vigouroux, Dictionnaire de la Bible, vol. IV, cc. 818-819; Durand, L'Enfance de Jésus-Christ (1908).1




Santa Cacilda de Toledo, por Francisco de Zurbarán
Santa Cacilda de Toledo, por Francisco de Zurbarán

Cacilda era filha de Aldemón, rei de Toledo, cruel inimigo dos cristãos. Enquanto seu pai enviava para a prisão os fiéis discípulos de Cristo e os deixava morrer em masmorras imundas, esta jovem virgem, cheia de compaixão por todos os que sofriam, levava alimentos aos desgraçados prisioneiros. O rei, seu pai, teve conhecimento disso e, furioso, quis vigiar sua filha para se certificar do que ouvira dizer. Mas nessa ocasião renovou-se o milagre do pão convertido em rosas que encontramos em outras vidas de santos. Assim, a jovem, autorizada a prosseguir seu caminho após o encontro com seu pai, viu que as flores voltavam a transformar-se em pão quando chegou à prisão.


Cacilda não era senão uma catecúmena que desejava ardentemente receber a graça do batismo. Deus permitiu que fosse atingida por uma doença incurável e lhe revelou, em uma visão, que recuperaria a saúde em Burgos, ao banhar-se no lago de São Vicente. Pediu a seu pai permissão para ir até lá. Este cedeu às suas insistentes súplicas, e a cura aconteceu. Cacilda, para manifestar sua gratidão, mandou construir perto do lago um oratório e um pequeno aposento onde, depois de receber o batismo, passou em retiro o resto de sua vida. Morreu santamente no ano de 1007.


Muitos milagres se realizaram em seu túmulo e seu culto se espalhou por toda a Espanha. Tamayo de Salazar inscreveu seu nome no Martirológio em 9 de abril, dia em que ocorreu a trasladação de suas relíquias para a igreja de Burgos.


Acta Sanctorum, 9 de abril.2



Referências:


1. Butler, Alban. Vida dos Santos, vol. 2, p. 58.

2. Ibid. p. 59.



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